Calleri cresce em ranking de estrangeiros do São Paulo e volta a brigar por artilharia no Brasileirão


Com os dois gols contra o Atlético-MG na última terça-feira (1), no empate por 2 a 2, Calleri se consolidou como o terceiro maior artilheiro estrangeiro da história do São Paulo. Agora com 48 gols marcados com a camisa do Tricolor paulista - somando suas duas passagens - ultrapassou Gustavo Albella, que atuou no clube entre 1952 e 1954.

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Agora, o argentino conta com somente dois nomes a sua frente neste ranking - e um deles com um número de gols bem próximo da sua marca. Calleri está atrás de Antonio Sastre, seu compatriota com 56 gols, e do uruguaio Pedro Rocha, que conta com 119 gols.

Este ano foi, sem dúvidas, o melhor ano de toda a carreira do camisa 9. Seus feitos pelo São Paulo ultrapassaram todas as suas passagens em outras equipes - inclusive, seu período na Europa, do qual somando todas as equipes, marcou 33 gols.

Com os feitos contra o Galo, Calleri retornou a luta da artilharia no Campeonato Brasileiro também. Agora com 18 gols, se igualou a Pedro Raúl, do Goiás, que estava na vice-artilharia da competição. Agora, os dois jogadores estão atrás somente de Germán Cano, do Fluminense, com 21 gols.

Uma das grandes metas de Calleri, ao encerrar a temporada com o posto de artilheiro do Campeonato Brasileiro, é igualar um recorde alcançado há 50 anos, por Pedro Rocha - o maior estrangeiro que passou pelo São Paulo.

Desde 1972, o Campeonato Brasileiro não conta com um artilheiro estrangeiro. Este ano, após quase meio século, dois gringos estão acirrados novamente na disputa pela artilharia da maior competição nacional. No caso, Calleri e Germán Cano.

Mesmo com a brilhante fase, o camisa 9 do Tricolor paulista sempre destaca que reconhece a importância dos seus gols, mas ainda busca algo que não tem: títulos pelo São Paulo.

Durante a zona mista após o duelo com o Atlético-MG, Calleri trouxe este assunto à tona novamente, ressaltando inclusive a necessidade de garantir a classificação da equipe para a Copa Libertadores no próximo ano.

- Eu estou satisfeito com o meu ano. Não conseguimos dar o título, que era o mais importante. Posso fazer 20, 30 gols, se a gente não conseguir as conquistas, não adianta nada. Para ter um 2023 bom, precisamos classificar para a Libertadores - disse.