Cafu vê Neymar em condições de ultrapassar Pelé

Na última semana, um dos maiores jogadores da história da Seleção Brasileira, Cafu, esteve em São Petersburgo carregando o troféu da Copa das Confederações FIFA 2017 para o novo estádio que será palco da competição e da Copa do Mundo em 2018. 

O ex-capitão da Seleção, além de conquistar a Copa do Mundo, também levantou a taça da Copa das Confederações em 1997, vencendo a Austrália por 6 a 0 na grande decisão.

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Duranta a sua passagem pela Rússia, Cafu concedeu uma entrevista para o site da FIFA onde falou sobre a competição que acontecerá em junho deste ano, momentos de sua carreira e, claro, sobre a Seleção Brasileira.

Aos 25 anos e 75 jogos com a camisa da Seleção, Neymar soma 50 gols e está atrás apenas atrás de Romário, Ronaldo e Pelé. Questionado sobre a possibilidade de Neymar quebrar o recorde de Pelé com a camisa da Seleção, Cafu foi direto.

Neymar Brasil Argentina Eliminatorias 2018 10112016


(Foto: Thomas Santos / MoWa Press / Divulgação)

"Todos os recordes existem para serem quebrados. Claro, Neymar é capaz disso. Ele é jovem e tem o tempo ao seu lado. Se ele continuar jogando como está jogando agora, existe toda a possibilidade de superar".

Quem também pode ter seu recorde quebrado é o próprio Cafu, ele soma 142 partidas sendo o jogador que mais vezes vestiu a camisa Canarinho. Mesmo com Daniel Alves se aproximando, com 101 jogos, o ex-capitão acredita que esse recorde não está ameaçado, por enquanto.

"Acho que é compreensível porque ninguém jogou pelo Brasil por um período de tempo tão longo como eu - 16 anos! Eu acho que é puramente por causa da força de vontade, minha entrega ao futebol e o esforço que eu coloquei durante esse tempo".

Cafu | Brasil


(Foto: Pedro Ugarte / Getty Images)

Com 16 anos vestindo a camisa da Seleção, Cafu colocou Romário, Ronaldo e Rivaldo como o melhor trio de ataque da década de 90.

"Nós tínhamos muito atacantes incríveis. É muito difícil compará-los. Durante a década de 1990, é claro, esses três(Romário, Ronaldo e Rivaldo) foram os melhores".

O ex-capitão ainda relembrou as conquistas da Copa do Mundo de 1994 e 2002 e falou sobre o discurso para seus companheiros antes da final contra a Alemanha, na Copa do Japão.

"Ambos foram muito emocionante, mas extramente diferente eu termos de responsabilidade que eu tinha. Eu estava jogando a minha primeira Copa em 1994. Eu era jovem e foi a minha primeira chance de colocar as mãos no troféu mais importante que existe para qualquer jogador. Eu estava pronto, mas comecei no banco naquela ocasião. Em 2002 eu tive a responsabilidade colossal de um capitão conduzindo sua equipe a uma final. Eu estava nervoso nas duas vezes, mas era completamente diferente".

Cafu 2002


(Foto: Getty Images)

"Eu não disse nada além do que costumava fazer. No caminho para a final(contra a Alemanha), tivemos seis partidas e conseguimos seis vitórias. Eu apenas disse que eles não precisavam fazer nada além do habitual. Por que mudar algo que está funcionando? Por que agir de forma diferente em uma final se você já ganhou todos os jogos anteriores? Você pode ter o pensamento que está é uma final e eu preciso dizer algo especial para motiva-lós, mas como eles poderiam ter feito tudo até a final se não estivesse motivados?"

Por fim, Cafu aproveitou para palpitar sobre a Copa das Confederações deste ano e apontou uma final bastante curiosa.

"A final vai ser Rússia contra Alemanha. Eu escolhi a Rússia como uma das favoritas porque o país-sede sempre tem um desempenho muito bom nesses torneios, diante de sua torcida. Apesar de alguns torcedores da Rússia não terem muita fé em sua seleção no momento, isso não é tão importante. A copa das Confederações é a oportunidade perfeita para superar qualquer desconfiança e provar que a Rússia terá apresentações dignas tanto na Copa das Confederações quanto no Mundial".