Caçula do tênis de mesa, Vitor Ishiy leva experiência europeia na bagagem

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Vitor Ishiy é o caçula do Brasil no tênis de mesa (Koki Nagahama/Getty Images)
Vitor Ishiy é o caçula do Brasil no tênis de mesa (Koki Nagahama/Getty Images)

A equipe do tênis de mesa brasileira terá a estreia em Olimpíada do caçula do grupo, Vitor Ishiy, de 25 anos. No entanto, o digamos ‘jovem’ paulista, leva na bagagem a experiência de sete anos jogando na Europa. Primeiro, passou pelo Ochesenhausen (atual campeão alemão). Lá, foi treinar em 2014 após concluir o ensino médio. Sendo convidado pelo ex-treinador da seleção brasileira, o francês Jean-René Mounie.

Quatro anos mais tarde, passaria a atuar no C’Chartres, equipe francesa que neste ano subiu com ele à primeira divisão daquele país, uma das mais disputadas do planeta. A experiência europeia deu ainda mais cancha ao atleta por ter convivido com o brasileiro Hugo Calderano, melhor atleta do ranking nacional e um dos melhores do mundo. “Aprendi muito com ele [Calderano] o conheço desde as categorias de base. Chegamos a morar no mesmo local por três anos na Alemanha”, relembra o atleta que antes de ser mesatenista bateu a bolinha com outra raquete na infância: a do tênis de quadra, esporte praticado pelo pai.

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A escolha de Ishiy para integrar a equipe nacional nos Jogos de Tóquio vem desde 2019 por ter participado com o grupo do Pré-Olímpico, em Lima (Peru). Conquistou pontos atingindo a 59ª posição no ranking mundial atrás apenas dos brazucas Hugo Calderano (7º) e Gustavo Tusboi (36º).

A caminho dos Jogos, Ishiy teve também de superar lesão no punho direito. “Fiquei afastado por um mês, mas felizmente consegui jogar torneios internacionais”.

Os titulares do grupo no Japão são Vitor, Bruna, Calderano, Tsuboi, Jessica Yamada e Caroline Kumahara. A reserva do grupo feminino será Giulia Takahashi, de apenas 16 anos, irmã de Bruna. Já entre os homens o suplente é Eric Jouti. Estará no comando técnico das moças o experiente mesatenista olímpico Hugo Hoyama. Já à frente do grupo masculino Francisco Arado de Armas, o Paco.

Antes de chegar ao sonho de ir à Olimpíada, o descendente de japoneses descreve sua trajetória pelo esporte: “Desde criança fiz judô, natação, futsal, tênis de quadra, mas nada era sério”. Após a passagem pelo tênis de quadra do qual o pai era praticante, o impulso ao tênis de mesa foi dado na casa do avô. Curiosamente, a partir de partidas de ping-pong. Posteriormente, o tênis de mesa despontou na sua vida com aulas para aprimorar a técnica no colégio onde estudava em São Caetano, cidade do ABC paulista que tem o centro de treinamento mais moderno da modalidade.

A distância entre viver no continente europeu e a saudade dos pais bateu forte no coração do atleta. “Antes eu ficava sem vê-los durante cinco meses. Mas com a pandemia a coisa piorou e foi mais tempo sem vê-los”, diz.

Apesar da ausência de encontros com a família, Vitor acredita que o esforço foi recompensado. Trabalhou forte fora do país e com melhores condições de disputas especialmente em ligas mais bem estruturadas.

A dedicação integral ao esporte o fez até deixar de lado outros objetivos. Por exemplo, cursar faculdade. “Meu maior objetivo foi chegar bem preparado, sei que por ser o maior campeonato que já participei haverá muitas distrações. Quero fazer meu melhor.” Da Alemanha, o atleta concedeu entrevista.

Yahoo Brasil - Sua fase é ótima, mas qual o pior e o melhor momento que teve?

Vitor Ishiy - O melhor foi em 2019, quando ganhei o Campeonato Pan-americano individual, classificamos o Brasil em equipe para os Jogos Olímpicos, participei da minha primeira Copa do Mundo. E agora, que fui convocado para Seleção Olímpica.

Já o pior, acredito que foi entre 2014 e 2015, no período de transição do juvenil para o Adulto, onde tive muitas incertezas.

Qual habilidade precisa ter um mesatenista?

Dois tipos: concentração e um corpo firme.

Descreva a importância da qualidade do material que usa?

O material esportivo é muito importante. Não entrarei muito nos detalhes da velocidade da raquete ou efeito que ela pode proporcionar. É importante que me satisfaça e também ofereça qualidade para evitar lesões.

Qual a diferença de ser destro, ou canhoto, favorece? O que é empunhadura clássica?

Sou destro, acredito que canhoto tem uma pequena vantagem, o saque geralmente incomoda mais por ser canhoto, não acredito que essa vantagem seja grande. Empunhadura classifica é segurando a raquete “em pé” e usando duas borrachas, a maioria dos jogadores hoje em dia usa essa empunhadura.

Sobre ter ídolos no esporte ou no tênis de mesa, há algum?

No tênis de mesa não. Gosto do Roger Federer.

Com o que você conta para ser 100% profissional?

Tenho apoio do bolsa-atleta e da Xiom que me fornece materiais para o tênis de mesa.

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