Caboclo tenta recolocar aliado Coronel Nunes na presidência da CBF, que ignora pedido de troca

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Afastado da CBF após punição da Comissão de Ética por assédio moral e sexual contra uma ex-funcionária, Rogério Caboclo articula uma estratégia para ganhar força na entidade. O plano do cartola é recolocar um aliado na principal cadeira do futebol brasileiro. Segundo publicou o 'Uol', o associado em questão é Coronel Nunes, dirigente que assumiu a presidência da CBF quando Caboclo foi deposto, mas que deixou o cargo por decisão própria e de outros vices.

Ontem, Caboclo entregou um documento na sede da entidade indicando o retorno de Nunes à presidência. O movimento foi ignorado pela cúpula. Para o cartola assumir, Ednaldo Rodrigues, presidente interino da CBF, teria que deixar o cargo.

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- O presidente interino Ednaldo Rodrigues segue exercendo normalmente suas funções. Rogério Caboclo está proibido de participar de qualquer atividade relacionada ao futebol por 21 meses, por decisão da Comissão de Ética do Futebol Brasileiro, referendada de forma unânime pela Assembleia Geral, formada pelas 27 Federações Estaduais de Futebol, decisão acolhida pela Fifa e estendida para âmbito mundial - diz o comunicado da CBF que o 'Uol' teve acesso.

A estratégia de Caboclo se escora em segmentos do Estatuto da CBF. Os trechos usados pelo cartola dizem que 'substituirá o presidente, no caso de ausência, licença ou impedimento, o Vice-Presidente que for por ele designado. (...) Caberá ao Presidente da CBF a direção e a coordenação dos trabalhos da Diretoria, competindo-lhe, além das demais atribuições previstas neste Estatuto e na legislação desportiva: designar, dentre os Vice-Presidentes, seu substituto, em suas ausências, licenças ou impedimentos. Substituirá o Presidente no âmbito do Conselho de Administração, no caso de ausência, licença ou impedimento, o Vice-Presidente que for por ele designado'.

Segundo o 'Uol', os advogados do dirigente - caso a CBF mantenha a posição contrária - estudam apelar à Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem (CBMA), onde decisões envolvendo a entidade são julgadas.

Não é a primeira vez que Rogério Caboclo tenta apostar em um aliado para assumir a presidência. Em outubro, o cartola protocolou um documento nomeando Francisco Novelletto ao cargo, mas o movimento não caminhou por escolha do indicado e por rejeição da CBF, que ignorou o pedido. A entidade deve manter a posição nessa segunda tentativa de Caboclo.

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