Cícero vê São Paulo preparado para decisões sem margens de erros

A instabilidade defensiva é algo que vem marcando o São Paulo neste começo de trabalho do técnico Rogério Ceni em 2017. Prestes a iniciar um mês de decisões para a equipe, com as eliminatórias do Campeonato Paulista, da Copa do Brasil e, a partir desta quarta-feira, da Copa Sul-Americana, o meio campista Cícero já consegue enxergar mais equilíbrio e padrão de jogo no Tricolor, fator considerado importante para a sequência em um mês sem espaços para erros.

“Ainda bem que a gente entrou esse mês sem tomar gol. É um mês importante para as pretensões do clube. Esse equilíbrio a gente vem tentando encontrar desde o começo da temporada. Agora não existe margem de erro, porque são jogos de mata-mata e isso (tomar gols) pode comprometer na classificação”, afirmou o jogador de 32 anos em entrevista coletiva nesta terça-feira, antes da equipe embarcar para a Argentina para o jogo contra o Defensa y Justicia desta quarta.

Para enfrentar a equipe argentina, o técnico Rogério Ceni vem destacando bastante o esquema tático da equipe, um 3-5-2 com o meio povoado e pressionando o adversário. “Nosso mental vem tranquilo porque o Rogério tem passado isso para a gente. Sobre a marcação pressão, temos que se preparar para isso, porque contra um time assim você também tem que marcar pressão”, acrescentou o jogador de 32 anos.

Desejando voltar a disputar a Copa Libertadores da América em 2018, coisa que aconteceu apenas uma vez em sua carreira, Cícero destacou o clima diferente de um torneio continental, mas também ressaltou o alto nível das competições brasileiras. “Você sente que dependendo da competição, o espírito é diferente. Tecnicamente você olhar uma fase final da Copa do Brasil você vê um futebol mais qualificado do que uma semifinal ou final de Libertadores. O futebol hoje não é só entrar e jogar, você tem que saber entrar no jogo”, analisou.

Será a primeira vez que o Tricolor paulista enfrenta a equipe do Defensa y Justicia. Não muito badalado entre os grandes argentinos, a equipe da Grande Buenos Aires vem encontrando problemas no Campeonato Argentino. Para Cícero, contudo, isso não pode ser motivo para desdenho por parte dos são paulinos.

“Essa questão de time maior e time menor está existindo pouco. Você tem que entrar e impor seu futebol. A presença (de jogadores argentinos) é importante para, de repente, eles passarem alguma referência, alguma coisa do time para gente entrar mais precavido”, pontuou o jogador, que atualmente joga ao lado de Lucas Pratto, Buffarini e Chavez, todos argentinos.

*Especial para a Gazeta Esportiva