Cássio quer se igualar a Ronaldo e aceita faixa de capitão na decisão

O goleiro Cássio já foi de incontestável a provável transferido nos mais de cinco anos em que está no Corinthians, mas é provavelmente o maior ídolo da torcida corintiana presente no elenco que busca o 28º título paulista da história do clube. Ciente da sua importância e da possibilidade de ser capitão no jogo de domingo, contra a Ponte Preta, às 16h (de Brasília), neste domingo, o camisa 12 mostrou-se encantado em ter a chance de levantar a taça e, mais do que isso, igualar-se em títulos àquele que ele considera o maior goleiro da história do Timão.

“Fico muito feliz com essa possibilidade, se for ver os números eu já estou quase chegando aos 300 jogos aqui. É gratificante, muitas pessoas falam que eu sou o maior goleiro da história do Corinthians. Mas, para mim, é o Ronaldo, chegou a 600 jogos e chegar a essa marca aqui é muito difícil”, explicou o arqueiro, exaltando o ídolo da Fiel, que tem seis títulos como titular do clube (Campeonato Paulista de 1988, 1995 e 1997, Supercopa do Brasil de 1991, Copa do Brasil de 1995 e Campeonato Brasileiro de 1990).

No Timão desde 2012, Cássio foi titular nas conquistas da Taça Libertadores da América e do Mundial de 2012, do Paulista e da Recopa Sul-Americana de 2013, além do Campeonato Brasileiro de 2015. Dessa forma, o triunfo na atual temporada seria o sexto, mesmo número de Ronaldo enquanto titular da equipe. Em números gerais, sem contar titularidade, Júlio César, presente em 9 nove conquistas, é o goleiro mais vencedor.

“Não me preocupo com isso de ser o maior, não tenho essa vaidade. Tenho contrato longo, espero ficar muitos e muitos anos aqui, espero poder contar as histórias para os meus filhos. Contar a história do que eu consegui fazer no Corinthians. Saí com 13 anos da minha cidade com vontade de fazer história e, conseguir isso, é muito gratificante”, explicou Cássio, considerado o maior justamente por Ronaldo Giovanelli.

“O Cássio, pela importância dos títulos que obteve, pela performance impecável no Mundial e na Libertadores, para mim é o maior na história do Corinthians”, explicou o arqueiro, em contato com a reportagem, sem fazer cerimônias na comparação entre ele próprio e o atual titular. Falta a Cássio, porém, uma láurea que marcou a carreira de Ronaldo: o fato de ser capitão nos títulos do Paulista e da Copa do Brasil, em 1995.

“É legal essa situação de poder levantar a taça, mas acho que a situação real é poder ser campeão. Não ergui a taça quando ganhamos, mas estava lá”, disse Cássio, preocupado com o cliima de “já ganhou” que tomou o Alvinegro após o 3 a 0 imposto sobre a Macaca.

“Não ganhamos nada ainda, conseguimos um bom placar, mas sabenos que vai ser bem dificil em casa, diante da nossa torcida. Se for capitão vou ficar feliz, mas o intuito é ser campeão. Mostra o respeito que a torcida tem comigo pelo tempo de trabalho, sempre tentei fazer meu mlehor em campo”, avaliou, derretendo-se pela idolatria dos corintianos.

“É muito legal, gratificante, torcedor corintiano respeita minha história, vem nos apoiando, o público aumentou muito das primeira partidas até agora. Ficamos muito felizes com o apoio da torcida. Faz a diferença entre ganhar e perder em certas situações. Mas, repito, o mais importante é entrar focado para fazer outra grande atuação e ganhar da Ponte Preta”, concluiu Cássio.