Cássio projeta ser capitão em final, exalta Carille e mira ídolo Ronaldo

Bruno Cassucci

No Corinthians desde 2012, Cássio pode erguer a sua primeira taça pelo clube no próximo domingo, na Arena. Um dos líderes do elenco alvinegro, o camisa 12 faz parte da lista de candidatos para ser o capitão da equipe na final do Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta.

O jogador de 29 anos não negou que gostaria de ter essa experiência, mas minimizou a importância da braçadeira. Mesmo com a vantagem de 3 a 0 obtida no duelo de ida, ele pregou respeito à Macaca e projetou dificuldades no duelo em Itaquera.

- É legal essa situação de poder levantar a taça, mas o bom é ser campeão. Não ganhamos nada ainda, conseguimos um bom placar, mas a gente sabe que vai ser bem difícil. Em casa, diante da nossa torcida, tem de focar primeiro no título. Se eu for capitão, vou ficar muito feliz, mas isso fica em segundo plano. Se conseguirmos o título e eu for o capitão, será uma alegria muito grande. Mas todos que foram capitães são merecedores - declarou, em entrevista coletiva.

Cássio atribuiu os méritos da boa campanha alvinegra ao técnico Fabio Carille e rasgou elogios ao comandante da equipe:

- O Carille é o responsável por tudo, ele que é o comandante. Chegamos onde chegamos por causa dele. Ele é nosso guia. Para mim, não é novidade o que está acontecendo com ele. É um cara que se preparou, trabalhou com grandes treinadores, inclusive o melhor do Brasil, que é o Tite. Aprendeu muitas coisas, cresceu e desenvolveu um jeito de trabalhar. Ele trouxe coisas muito inteligentes do Tite, mas hoje tem o estilo dele. É um cara que conversa, mas cobra quando é necessário. Nenhum jogador confundiu a situação de ele ter sido um auxiliar e agora treinador, o respeito é o mesmo - comentou.

Se garantir o título paulista, o arqueiro conquistará o seu sexto título pelo Timão. Ele já faturou um Mundial (2012), uma Libertadores (2012), um Brasileiro (2015), uma Recopa Sul-Americana (2013) e um Estadual (2013). Domingo, ele pode igualar um dos maiores ídolos do Corinthians, o ex-goleiro Ronaldo Giovanelli, que também tem seis títulos.

Cássio se enganou e esqueceu uma taça levantada por Ronaldo, que faturou três Paulistas, um Brasileiro, uma Copa do Brasil e uma Supercopa do Brasil (além do Torneio Ramón de Carranza, de menor expressão). Apesar da confusão, o camisa 12 destacou a importância do feito que pode atingir, mas se colocou abaixo do ex-goleiro em importância na história do Timão:

- Tenho cinco títulos como titular, como o Ronaldo. Se a gente conseguir esse título, acho que passo a ser o maior, como titular. O que mais tem é o Julio Cesar (nove). Se for ver os números, estou quase chegando nos 300 jogos pelo Corinthians, alcançando uma marca bem respeitável. Para mim é gratificante. Não me coloco como o maior goleiro da história do Corinthians. Para mim é o Ronaldo, mais de 600 jogos aqui. É muito difícil alcançar essa marca. Fico muito feliz em fazer parte da história. Não tenho essa vaidade de achar que sou o maior, espero fazer mais - afirmou.

No entanto, Ronaldo tem outra opinião. Para o ex-jogador, Cássio já o superou:

- O Cássio já está na história pelos títulos. Na Libertadores foi impecável, no Mundial foi impecável... É o melhor goleiro da história do Corinthians!


















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