Butantan vai antecipar para agosto entrega de 54 milhões de doses da CoronaVac ao governo

João Conrado Kneipp
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Sao Paulo Governor Joao Doria attends a press conference presenting an experimental COVID-19 vaccine that is being tested in partnership with China's pharmaceutical company Sinovac in Sao Paulo, Brazil, Monday, Nov. 9, 2020. (AP Photo/Andre Penner)
Após o anúncio, Doria cobrou do governo de Jair Bolsonaro a celeridade e organização para a aquisição de outras vacinas. (Foto: AP Photo/Andre Penner)

O governo de São Paulo anunciou que antecipará para o fim de agosto a entrega ao Ministério da Saúde das 54 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

O prazo inicial para envio das doses era até o final do mês de setembro.

"O Instituto Butantan vai antecipar a entrega de 54 milhões de doses da vacina para o Ministério da Saúde. Inicialmente prevista para o final de setembro deste ano, a entrega das 54 milhões de doses serão entregue saté o final do mês de agosto", anunciou o governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (17).

Na segunda-feira (15), a pasta comandada pelo general Eduardo Pazuello assinou o contrato oficializando a aquisição.

Com a nova remessa garantida, o total de doses da CoronaVac chegará a 100 milhões, segundo o ministério.

Desde o fim de janeiro, o Butantan tem pressionado pela assinatura e informado ao governo federal de que essas vacinas seriam disponibilizadas a outros compradores caso o acordo não fosse oficializado.

A previsão do governo paulista é liberar mais 3,4 milhões de doses para distribuição ao PNI (Programa Nacional de Imunização) já na próxima terça-feira. 

OFERTA DE OUTRAS VACINAS

Após o anúncio, Doria voltou a cobrar do governo de Jair Bolsonaro a celeridade e organização para a aquisição de outras vacinas.

"Mas quero registrar também que o Ministério da Saúde precisa viabilizar mais vacinas. Não apenas a vacina do Butantan. São 100 milhões de doses, 46 milhões até abril e mais 54 milhões até o fim de agosto. Mas o Brasil precisa de mais vacinas. Eu faço aqui um apelo como governador para que o Ministério da Saúde viabilize mais vacinas e disponibilize aos governos estaduais para que possa imunizar a população de seus estados", pediu o governador

Além da Coronavac, o Ministério da Saúde diz que receberá até dezembro mais 42,5 milhões de doses de vacinas fornecidas pelo Consórcio Covax Facility, organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Outro fornecedor de imunizantes contra o novo coronavirus é a Fundação Oswaldo Cruz, com quem estão contratadas mais 222,4 milhões de doses.

O Ministério da Saúde informou ainda deverá assinar nos próximos dias contratos de compra com a União Química, que deverá entregar 10 milhões de doses da vacina Sputnik V, entre março e maio, e com a Precisa Medicamentos, que poderá trazer no mesmo período ao país mais 30 milhões de doses da Covaxin.

O uso das doses da Sputnik V e da Covaxin ainda dependem da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “A pasta ainda negocia com outros laboratórios para ampliar, ainda em 2021, as 364,9 milhões de doses que o Brasil tem atualmente contratadas, fora outras 10 milhões que poderá vir a confirmar com os fornecedores da Sputnik V e da Covaxin”.