Busca por patrocínio: uma luta paralela no universo dos lutadores

UFC é um dos grandes objetivos dos atletas de MMA (Foto: UFC)


Quando se fala em vida de esportista, logo vem à cabeça de muita gente os consagrados, bem-sucedidos. Porém, essa é uma parcela mínima no universo esportivo, tendo em vista o funil que existe da base, que é a quantidade de atletas, ao topo, que são os que conseguem ser os protagonistas. O caminho é árduo: se dedicar fisicamente, se preparar mentalmente e conseguir apoio financeiro para custear a carreira.

À medida que um lutador vence lutas e ganha reconhecimento no MMA, cada vez mais empresas o buscam para patrociná-lo, para que ele continue não só em ascensão, mas fomentando o esporte, o mercado e, claro, divulgando a marca. O mesmo acontece com as equipes, na questão de serem procuradas cada vez mais e crescerem com a divulgação. Porém, isso não começa de repente.

Uma das metas que precisam ser feitas nesse sentido é passar a ter uma ideia do atleta ou da academia que seja bem atrativa para as empresas. Uma das alternativas para isso é o Marketing Digital. CEO da B4B, agência que atua no ramo, Douglas Bonesso explica como a divulgação pode ser feita a partir desse mecanismo e dá exemplo de como a empresa atua nessa abordagem.

“Para atletas e equipes que desejam um patrocínio, é essencial um método no qual empresas são mapeadas de acordo com aquilo que o cliente pensa e, a partir disso, são puxados dados dessa instituição em específico, como CEOs e RH, e nisso mandamos e-mails para essas empresas, fazendo uma régua de contato e oferecendo o cliente ou a equipe em questão para ser patrocinada”, afirmou.

Além disso, esse método pode ser muito importante na fomentação do esporte como um todo, desde sua raiz, como nas academias de artes marciais, que apresenta esse esporte para jovens e pessoas que desejam praticar essa modalidade.

Nesse aspecto, Douglas também cita métodos que podem fazer com que esses lugares possam ser observados por empresas e fazer disso, no futuro, um patrocínio. Além disso, o mecanismo pode chamar a atenção para novos praticantes.

“Se o cliente possui um centro de treinamento voltado a praticantes que não sejam atletas, mas que desejam iniciar uma modalidade prática, acionamos o e-mail marketing. Por exemplo, fazemos um e-mail marketing do local, puxando praticantes não-atletas para irem praticar. Disparamos na nossa base de dados, convidando-os a conhecer o centro de treinamento”, concluiu.