Com Bueno em má fase, Hernández se coloca à disposição de Dorival

Apesar da vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Paysandu, na última quarta-feira, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, Vitor Bueno novamente ficou devendo. Apagado e inseguro, o camisa 7 pouco produziu durante a partida e foi vaiado por boa parte da torcida quando foi substituído no segundo tempo.

Além da má fase, o jovem de 22 anos tem convivido com uma sombra que está doidinha para assumir seu posto. Trata-se de Vladimir Hernández. Contra o Papão, o colombiano entrou no lugar de Lucas Lima no final do jogo e, em poucos minutos, já sofreu uma falta próxima da grande área. Ele mesmo cobrou e colocou a bola na cabeça de Copete, que anotou o segundo tento do Peixe na partida.

Mesmo pregando respeito ao companheiro Bueno, Hernández se colocou à disposição do técnico Dorival Júnior para atuar em qualquer posição no ataque santista.

“Quando cheguei o professor me perguntou onde eu preferia jogar e disse que posso atuar em qualquer zona do ataque. Tenho que esperar uma oportunidade. Quando pude jogar, ajudei da melhor maneira. Vou trabalhar bem no dia a dia para entrar entre os titulares”, explicou o colombiano.

Se o momento de Hernández dentro das quatro linhas vem sendo bem favorável, a situação dele fica complicada quando o assunto é o idioma. Ainda com muita dificuldade para falar em português, o atacante revela que recebe pouca ajuda dos companheiros para se adaptar.

“Demora um pouco. Aos poucos está melhorando meu português. Não sabia o que era a palavra ‘lembrar’, por exemplo, mas agora estou mais esperto. Os jogadores falam muito rápido, é complicado para tentar entender. Só com o Dorival que é mais tranquilo. Ele fala devagar e dá para entender bem”, concluiu.