Bubka é inocentado pela IAAF de acusações de corrupção na Rio-2016

Serguei Bubka foi inocentado de acusações de corrupção pela IAAF (Foto: FRANCK FIFE / AFP)

Bubka é inocentado pela IAAF de acusações de corrupção na Rio-2016

Serguei Bubka foi inocentado de acusações de corrupção pela IAAF (Foto: FRANCK FIFE / AFP)


Seis vezes campeão mundial e campeão olímpico no salto com vara, Serguei Bubka foi inocentado nesta quarta-feira das acusações de corrupção envolvendo as Olimpíadas Rio 2016. A lenda do atletismo, que é um dos vice-presidentes da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) foi apontado como personagem de um escândalo que veio à tona em 2017.

Uma reportagem de 2017 do jornal Le Monde, da França, afirmou que o ex-atleta fez ao menos um depósito de US$45 mil (R$180 mil, na cotação atual) para a empresa New Mills Investments Ltd - que está baseada em um paraíso fiscal nas Índias Ocidentais.

O destino da pagamento teria sido a compra de votos para que o Rio de Janeiro sediasse as Olimpíadas de 2016. No ano de 2009, quando a transferência aconteceu (de acordo com o periódico francês), a companhia pertencia a Valentin Balakhnichev - ex-presidente da Federação Russa de Atletismo e então tesoureiro da Federação Internacional de Atletismo, que posteriormente foi banido do atletismo.

A conclusão da Unidade de Integridade do Atletismo, que atua como braço de fiscalização da IAAF, é de que "com base nas informações atualmente à disposição, que não existe, à primeira vista, um caso de violação às regras".

Quando a reportagem francesa foi lançada, o advogado do ex-atleta, Louis Charalambous, afirmou que seu cliente "não teve nenhuma relação financeira com Diack" e que Bubka não teve qualquer vínculo com as cidades candidatas às Olimpíadas de 2016. Além do Rio de Janeiro, entraram na disputa pelo direito de sediar os jogos as cidades de Madri, Chicago e Tóquio.

Apenas um dia antes da suposta transação com Bubka, a New Mills Investment fez uma transferência com o mesmo valor de 45 mil dólares para a Pamodzi Sports, que pertence a Papa Massata Diack. Este, por sua vez, é filho de Lamine Diack, ex-presidente da IAAF e apontado como um dos maiores envolvidos no esquema de compra de votos.

A Pamodzi Sports também foi beneficiária de um depósito de US$1,5 milhão (atualmente, são cerca de R$6 milhões) vindos de uma companhia de Arthur Soares - o empresário brasileiro é alvo de investigação dos Ministérios Públicos de Brasil e França. Ele também movimentou mais US$500 mil para outra conta de Papa Massata Diack, desta vez na Rússia.

A apuração do Le Monde teve acesso a documentos que comprovariam supostos vínculos financeiros entre Serguei Bubka, Valentin Balakhnichev e Papa Massata Diack. Além disso, as datas das transações (17 e 18 de junho de 2009) coincidem com uma reunião dos membros do COI realizada em Lausanne, na Suíça.














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