Brawn: F1 não vai apressar a volta dos fãs às corridas; tudo será feito com cautela

Luke Smith
motorsport.com

A Fórmula 1 finalmente está próxima de começar a temporada. Após o adiamento de mais de três meses forçado pela pandemia da Covid-19, a primeira corrida será no dia 05 de julho, com o GP da Áustria. Mas nessa primeira fase, toda na Europa, as provas serão realizadas apenas com portões fechados. E a F1 garante que não vai se apressar para ter novamente os fãs nos GPs.

As oito primeiras etapas da temporada serão realizadas na Europa e, além dos portões fechados para o público, a F1 também reduziu a presença do pessoal das equipes no local.

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Em entrevista à série #thinkingforward (Pensando adiante) do Motorsport.com, que discute a liderança no esporte durante esse momento inédito, o diretor esportivo da F1, Ross Brawn, foi otimista, mas cauteloso, sobre a possibilidade dos fãs estarem presentes nas corridas da segunda metade da temporada 2020.

"Não vamos apressar isso. Acho que algumas das últimas etapas na Europa podem ser tratadas com otimismo, mas acho que preferimos não planejar em cima disso", disse Brawn em uma entrevista na Conferência Virtual da FIA.

"Acho que quando começarmos as corridas fora da Europa, já podemos esperar a presença dos fãs, mas nem nessas isso é algo totalmente garantido".

"Acho que o mais importante é realizarmos as corridas em um ambiente seguro. Nós vamos correr ao redor do mundo, e não podemos ter um problema em um país que nos impeça de correr em outros países. Nesse fronte, vamos progredir com cautela".

"Os fãs são essenciais para nós. Queremos ter eles lá, porque eles agregam muito à atmosfera. Acho que vamos tê-los novamente de modo gradual. Não queremos ir com tudo e depois ter que parar porque temos um problema".

A F1 ainda mantém a esperança de fazer de 15 a 18 corridas em 2020, com adições no calendário sendo esperadas nas próximas semanas.

Brawn disse que a habilidade de realizar corridas com portões fechados foi crucial para poder iniciar a temporada, o que ele achou que serviria como uma injeção de ânimo para manter o engajamento dos fãs mesmo sem participar dos GPs.

"A situação é diferente ao redor do mundo. Acho que estamos preparados para aceitar o fato de que as corridas com portões fechados no início da temporada nos deram mais oportunidades".

"Está longe de ser o ideal, para qualquer esporte, porque os fãs são uma parte crucial. Mas nós sentíamos que correr com transmissões e esse tipo de engajamento com os fãs era muito melhor do que não fazer nada".

"Fazer as corridas com portões fechados nos deu o empurrão necessário para a temporada europeia. Obviamente podemos ajustar enquanto progredimos e entendemos nossa posição durante a pandemia".

"Nossa primeira metade da temporada é baseada na Europa. A situação da segunda metade ainda é fluida. Eu tenho confiança de que poderemos terminar no Bahrein e em Abu Dhabi, mas ainda vamos preencher os espaços no meio".

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