Brawn: F1 já tem Mundial em mãos com as oito provas europeias

Adam Cooper
motorsport.com

Na terça-feira, a Fórmula 1 divulgou a primeira parte de seu calendário de 2020, com oito provas em seis países, todas em solo europeu. Apesar da F1 ter atingido o número mínimo de provas exigido pelo regulamento, essa versão ainda não poderia ser considerada um Campeonato Mundial, por não cumprir o segundo requisito: visitar três continentes. Mas, segundo Ross Brawn, a F1 já tem em mãos um mundial com as provas marcadas.

O regulamento da F1 coloca como definição de "Mundial" uma "copa, troféu, desafio ou campeonato que inclui competições em pelo menos três continentes em uma mesma temporada".

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Porém, nessa situação excepcional causada pela pandemia da Covid-19, esse requerimento não precisará ser cumprido, segundo Ross Brawn, diretor de automobilismo da F1.

"Em teoria, oito provas europeias já constituirão um Campeonato Mundial", disse Brawn ao Motorsport.com.

No momento, a F1 não tem provas agendadas após o GP da Itália em Monza, em 06 de setembro. As equipes foram avisadas que os únicos eventos fora da Europa cujas negociações estão mais sólidas no momento são as provas no Bahrein e em Abu Dhabi no fim do ano.

Brawn admitiu que não tem sido fácil marcar corridas fora da Europa em meio às mudanças rápidas das circunstâncias.

"É um desafio, mas achávamos que montar um calendário europeu era difícil. Duas, três semanas, um mês atrás, parecia algo impossível. Mas agora temos um calendário decente".

"Acho que essa situação muda diariamente. Por aqui está melhorando, mas ainda há alguns países em que a situação está piorando".

"Então precisamos dar um tempo a eles, ver o quão rápido eles se recuperam. O México é um país que ainda quer fazer a corrida, mas eles estão por uma fase ruim da pandemia no momento. Com esse tempo extra, não precisamos tomar decisões difíceis agora, vamos poder esperar a situação evoluir".

"Há várias opções. Acho que vamos poder juntar um temporada decente. Não posso dizer como que ficará, mas acho que teremos corridas suficientes para fazer uma boa temporada".

Entre as provas fora da Europa, Azerbaijão, Canadá, Singapura e Japão são vistas como prováveis cancelamentos, enquanto as demais ficam no limbo por várias razões. Um dos tópicos chaves é o quanto os locais estão dispostos a pagar para receber corridas que potencialmente não reverterão renda da venda de ingressos, mas podendo promover as cidades ou países.

Porém, Brawn não quis falar quais corridas ele está confiante que poderão acontecer.

"Se eu for honesto, as que eu tenho confiança em um dia podem mudar no dia seguinte, porque muitas coisas estão acontecendo, então prefiro não especular".

"Há muitas coisas que precisam ser consideradas, e o aspecto financeiro é parte disso. Não apenas o efeito para a F1, como também o quanto que isso nos custaria e custaria às equipes viajar para correr. Estamos julgando essas questões. É o que estamos enfrentando o momento".

"Algumas pessoas defendem que o certo é cancelar tudo e reiniciar apenas em 2021. Eu acho que é algo ruim de se fazer. Acho que a F1 estaria em uma situação muito pior do que a que estamos agora. Estamos tentando encontrar um balanço para tudo".

Brawn disse que fazer corridas fora da Europa a partir de setembro continua sendo a prioridade, mas reconhece que ainda existe a possibilidade de fazer mais corridas na Europa - seja visitar circuitos que não estavam no calendário, como Ímola ou Hockenheim, ou visitar novamente circuitos que já serão usados em 2020.

"São opções, mas não estamos focando nelas no momento. Estamos checando o que pode ser feito. Como qualquer pessoa nessa situação, estamos buscando o que pode ser feito fora da Europa e o que pode ser feito por aqui".

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