Brasileiros não vencem no surfe pela 1ª vez na temporada

·3 minuto de leitura
Griffin Colapinto comemora o título do US Open de Surfe (Instagram/@usopenofsurf)

Palco fora de hora

Tá certo que Huntington Beach é a capital (comercial?) do surfe. Mas daí a sediar um evento onde o campeão fica - virtualmente - classificado ao grupo de 32 surfistas que surfarão “o tour dos sonhos” em um período que as ondas não são as melhores é diferente.

Tão diferente que o resultado também foi uma surpresa. No dia das finais tivemos apenas um brasileiro, o convidado Lucas Silveira que chegou as quartas, mas parou no 5º lugar com uma eliminação diante do Kanoa Igarashi (de novo ele). O nipo-americano chegou até as semis, mas foi batido pelo campeão (que já tem vaga no CT), Griffin Colapinto.

Entre os brasileiros eliminados, foram os mais jovens (Wesley Dantas, Lucas Vicente…) os precocemente eliminados. O mesmo aconteceu no feminino com Bianca Summer Macedo que fez sua estreia internacional, mas parou no 1º round (24 baterias de 30 minutos entre 4 surfistas).

Na estreia da competição, em um dos piores dias de ondas da previsão, o Brasil perdeu metade dos seus 20 representantes. Mesmo assim, Caio Ibelli - que busca voltar para o CT - teve uma das melhores somas das 2 melhores notas (14.83).

Outro destaque foi o santista Edgard Groggia. Ficou até as oitavas de final no campeonato e perdeu pra uma bateria que tinha o campeão do US Open de 2018, Kanoa Igarashi (alô, Medina!). Chegar tão longe no campeonato pode render muito lá na quarta etapa do Challenger Series.

Menção honrosa para Caitlin Simmers, campeã do US Open. Com apenas 15 anos de idade, venceu a veterana Courtney Conlogue (EUA) na semifinal e confirmou o favoritismo na final. A americana já tinha vencido o mesmo torneio em 2019 na categoria júnior e em 2020 conquistou o mundial na categoria.

Mata-barata x Ciclone tropical

Das águas geladas (e meio paradas) da Califórnia pra um ciclone que encostou na costa Sul/Sudeste, com um exemplo de boas ondas pra cada região:

>>> SUL: Italo Ferreira na Lage do Jagua - Santa Catarina

Com o fim do campeonato, o 3º melhor do mundo e campeão mundial em 2019, Italo se diverte nas férias surfando nas “lajes” (rochas no meio do mar que formam ondas grandes).

>>> SUDESTE: Campeonato Itacoatiara Big Wave, Niterói - Rio de Janeiro

A previsão de ondas de até 4 metros ligaram o alerta para os campeonatos de ondas grandes em Regência (ES) e Niterói (RJ). A janela do campeonato carioca funciona entre julho e setembro e sempre que tem ondas como essa, nos presenteia com uma boa sequência de fotos.

Restories do título

No perfil do @peopleontour as duas últimas coleções do Instagram (com cerca de 3 minutos cada) tem um resumo de cada sentimento que a praia de Trestles testemunhou nos dias que anteciparam a grande final, além de registros do incrível dia 15 de setembro pro Brasil.

Um documento pra história de uma era de ouro no esporte. Confira:

VÉSPERA DAS FINAIS E TREINO DOS SURFISTAS

DIA DA DECISÃO E TRICAMPEONATO DO MEDINA

A piscina ocupada

Fora do calendário do circuito mundial de surfe, a dúvida sobre qual seria o futuro da piscina de Kelly Slater acabou. Ela sediará a primeira etapa ( dias 28 e 29 de setembro) na final do Mundial de Longboard. 

O evento pode ser acompanhado no canal de Youtube da WSL

Enquanto o brasileiro Phil Rajzman vem para tentar o tricampeonato mundial, outros três brasileiros ( Jefson Silva, Rodrigo Sphaier e Augusto Olinto) completam o time brasileiro.

Entre as mulheres, a única representante é Chloé Calmon, medalha de ouro no Pan-Americano de Lima (2019).

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos