Brasileiros lutam pelo título e também contra o rebaixamento no Mundial de Surfe

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Ian Gouveia precisa de um milagre para se manter na elite (Divulgação/WSL)
Ian Gouveia precisa de um milagre para se manter na elite (Divulgação/WSL)

Falta apenas uma etapa para conhecermos o campeão mundial de surfe 2018. Dois brasileiros e um australiano estão na briga e nossa torcida, claro, é por Gabriel Medina e Filipe Toledo.

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Mas a parte debaixo do ranking mundial também tem emoção até o final. Dos 34 surfistas que compõe a elite do esporte, apenas os 22 melhores garantem vaga automática para a próxima temporada. Aqueles que ficarem abaixo do 22º colocado terão que disputar a Divisão de Acesso (WQS) na próxima temporada.

Quem já está garantido

Italo Ferreira conquistou 3 etapas em 2018 (Ed Sloane/WSL)
Italo Ferreira conquistou 3 etapas em 2018 (Ed Sloane/WSL)

Além dos postulantes ao título Gabriel Medina e Filipe Toledo, outros quatro brasileiros já estão garantidos na temporada 2019 do Mundial de Surfe. Com três vitórias no ano, Italo Ferreira tem tudo para terminar a temporada no quarto lugar e marcar sua melhor temporada no Circuito Mundial.

Estreantes na elite do esporte, Willian Cardoso e Michael Rodrigues fizeram uma boa perna europeia que, somada aos resultados fortes do início do ano, os asseguraram a vaga para o ano que vem. Atual 13º colocado, Willian venceu a etapa de Uluwatu em junho. Já o bem-humorado Michael fez duas quartas de final, na Gold Coast e em Saquarema, e ocupa hoje a 14ª posição.

Se experiencia é importante para se manter entre os melhores, ninguém melhor do que Adriano de Souza para comprovar a tese. Campeão mundial em 2015, o guarujaense teve uma temporada abaixo de sua média e está apenas em 17º no ranking, mas irá disputar a 14ª temporada na elite do surfe. A corrida agora é para se recuperar rápida, uma vez que lesionou gravemente o joelho na última etapa e ficará seis meses longe da água.

Na berlinda

Yago Dora só depende de si para se manter entre os 22 (Divulgação/WSL)
Yago Dora só depende de si para se manter entre os 22 (Divulgação/WSL)

Como já dissemos aqui, os 22 melhores surfistas da temporada garantem vaga na elite do ano que vem. Se o Mundial terminasse hoje, o estreante Yago Dora passaria de ano raspando. Atual número 22 do mundo, o paranaense precisa de um resultado mediano em Pipeline para não depender de outros atletas. Um 9º lugar no Havaí seria o suficiente para Yago, que tem como melhor resultado no ano as quartas de final em Saquarema.

Um pouco abaixo da linha de corte está Tomas Hermes. O estreante catarinense começou o ano com tudo e fez semifinal na primeira etapa, na Gold Coast australiana. Mas depois disso não passou mais da 3ª fase em nenhum evento e é hoje o 25º do ranking mundial. Para assegurar sua permanência, a semifinal em Pipeline é o resultado necessário. Chegando nas quartas de final, Tomas terá que torcer contra os adversários diretos. Menos que isso não basta.

Missão (quase) impossível

Jessé Mendes precisa de um milagre em Pipeline (Masurel/WSL)
Jessé Mendes precisa de um milagre em Pipeline (Masurel/WSL)

Dois brasileiros estão empatados em 29º lugar e em situação muito difícil neste final de temporada. Em seu segundo ano na elite do surfe, Ian Gouveia novamente chega a última etapa correndo sério risco de voltar para a Divisão de Acesso. Em 2017, o pernambucano conseguiu uma semifinal no Havaí e garantiu um dos convites da WSL para a temporada deste ano. Agora a missão será mais difícil, já que precisa vencer a mítica etapa e torcer bastante contra os concorrentes diretos.

Em seu primeiro ano no Circuito Mundial, Jessé Mendes não conseguiu repetir o mesmo desempenho que teve no ano passado. Vice-campeão do WQS em 2017, Jessé chegou apenas uma vez a 4ª fase nesta temporada e vive situação igual ao do amigo Ian: só a vitória em Pipeline interessa.

Os casos à parte

Caio Ibelli tentará a vaga para lesionados (Divulgação/WSL)
Caio Ibelli tentará a vaga para lesionados (Divulgação/WSL)

Um dos 11 brasileiros na elite do surfe mundial é Caio Ibelli. Em seu terceiro ano no tour, o paulista esperava estar entre os melhores. Após dois resultados fracos, na Gold Coast e em Bells Beach, Caio quebrou o pé direito enquanto treinava para o evento de Margaret River e está em fase final de recuperação. A WSL reserva duas vagas por ano para atletas que sofreram com contusões durante a temporada. Resta saber quem irá pedir essas vagas, já que grandes nomes como o onze vezes campeão mundial Kelly Slater e o atual bicampeão mundial John John Florence também ficaram lesionados por muito tempo.

Fechamos nosso giro e nossas contas do mundo do surfe com Miguel Pupo e Wiggoly Dantas. Os dois brasileiros terminaram 2017 logo abaixo da linha de corte. Como muitos atletas se machucaram ou desistiram de algumas etapas, eles assumiram provisoriamente estas vagas. Caso fizessem a pontuação necessária para estar entre os 22 melhores, garantiriam vaga para 2019.

Mas não foi bem isso o que aconteceu. Mesmo participando de 8 etapas, Miguel conseguiu apenas um grande resultado, as quartas de final no Surf Ranch, e mesmo que vença em Pipeline não conseguirá a vaga pelo WCT. Já Wiggolly disputou 6 eventos, mas não passou da 3ª fase em nenhum deles e também ficará sem a vaga.

As contas estão no papel e, em dezembro, os atletas estarão dentro da água. Mas todas as informações do mundo do surfe você encontra sempre aqui no Yahoo Esportes.

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