Brasileiro Fernando Scheffer conquista medalha de bronze nos 200m livre da natação nas Olimpíadas

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·3 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
LIMA, PERU - AUGUST 07: Fernando Muhlenberg Scheffer of Brazil   celebrates after winning gold in Men's 200m Freestyle Final A on Day 12 of Lima 2019 Pan American Games at Aquatic Center of Villa Deportiva Nacional on August 07, 2019 in Lima, Peru. (Photo by Buda Mendes/Getty Images)
Fernando Scheffer se classificou à final com o oitavo tempo nos 200m nado livre. (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

O brasileiro Fernando Scheffer, de 23 anos, brilhou e conquistou a medalha de bronze na final dos 200 metros nado livre, na noite desta segunda-feira (26), na Olimpíada de Tóquio

Na semi, ele conseguiu a última vaga na final com o tempo 1min45s71. O melhor tempo foi do britânico Duncan Scott, com 1min44s60.

Leia também:

Depois da classificação, ele repetiu para os jornalistas o mantra que tem dito desde antes do embarque para o Japão. Não pensaria muito na frente, um passo de cada vez. Primeiro a classificatória, depois a semifinal, e agora, finalmente, a medalha.

Quem é Fernando Scheffer

Desde cedo apontado como uma das principais revelações da natação nacional, o gaúcho de Canoas, que começou no esporte para não ficar sozinho em casa, aos 11 anos, confirmou ao cair na piscina a previsão feita ainda no Brasil.

Seu nome apareceu pela primeira vez no ranking brasileiro adulto para os 200 m livre somente no final de 2015.

Um dos principais nomes da renovação da natação brasileira, Scheffer se destacou nos Jogos Pan-Americanos conquistando três medalhas, sendo duas delas de ouro em duas de suas provas preferidas.

Antes do Pan, disputou o Mundial de Esportes Aquáticos, onde ficou fora da final dos 200 m livre, sua principal prova, por apenas sete centésimos, mesmo tendo marcado um tempo expressivo. Entre Pan e Mundial, ele experimentou formas diferentes de atacar a prova.

As Olimpíadas de Tóquio são a primeira da carreira do brasileiro. O índice para competir no Rio de Janeiro em 2016 escapou por 80 centésimos. Foi uma experiência decepcionante.

A preparação olímpica durante a pandemia da Covid

Para Scheffer, a parte psicológica foi o maior desafio durante a parada nos treinamentos devido à pandemia da Covid-19.

"Para desenvolver o máximo do corpo, é fundamental que a parte psicológica esteja boa. Quando o Minas Tênis Clube, onde treinamos, fechou, ficou difícil manter a motivação. Não podíamos nos autossabotar. Cada vez mais vejo que a psicologia do esporte é necessária e utilizada. No entanto, o Brasil ainda está um pouco atrás nesse aspecto. Os americanos e europeus estão na frente nessa condição."

Ele também acredita que, assim como o povo latino, o brasileiro é muito passional e pode ficar mais nervoso em momentos de maior tensão, como nos Jogos Olímpicos. Para se manter em forma durante o longo período longe das piscinas, Scheffer contou com a ajuda de uma amiga que é dona de academia.

"O clube fechou e ficamos três meses sem entrar na piscina. Consegui uma academia de uma amiga e foi o que deu para fazer para manter um pouco da forma. Para quem está acostumado com treinos intensos diariamente, foi muito difícil. Não só para mim, e sim também para todos os nadadores", afirma.

O nadador do Minas Tênis Clube considera possível o reflexo da pandemia em tempos de prova maiores nos jogos e diz que isso já foi mostrado na seletiva dos brasileiros. Ele é outro a fazer a ressalva que os nadadores de maior nome conseguiram mais rapidamente uma estrutura adequada para manter os treinamentos.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos