Brasileiro explica volta do futebol na Coreia do Sul: 'A população respeitou'


A Coreia do Sul será um dos primeiros países a ter o retorno do futebol, que será neste fim de semana, dias 9 e 10 de maio. O país vizinho à China (que foi o epicentro da pandemia) e ao Japão registra 10.882 contaminados e 256 mortos até esta sexta-feira, mas já superou o pico do número de casos.

Um dos brasileiros que entrará em campo neste fim de semana é o paulista Gustavo Vintecinco, de 24 anos, atacante do Busan IPark, da primeira divisão. O atleta com passagens por Santos, Santo André, Mogi Mirim, entre outros, está em sua segunda temporada na K-League e explica os motivos da volta do campeonato antes de outras ligas da Ásia e do mundo.

- Por estarmos próximos à China, foi algo que surpreendeu a todos. A forma como foi controlado o coronavírus muito rápido. Acho que a população teve grande parte nisso. Todos respeitaram, só saíam de casa para o necessário. Os shoppings estavam fechados. Só os mercados tinham movimento. O governo teve controle sobre a população - explicou.

Na rotina do clube, não houve interrupção. Além de um deslocamento, os coreanos adotaram um sistema rígido para avaliar os atletas diariamente.

- Aqui nós não ficamos sem treinar porque no pico da doença, nós ficamos na Tailândia fazendo pré-temporada durante janeiro. Quando voltamos à Coreia, todos os atletas ficaram concentrados no clube durante um mês, mesmo os casados. Para evitar a contaminação. No próprio CT nós temos a temperatura medida todos os dias e tínhamos que avisar se tivéssemos ido a algum lugar diferente, além da nossa casa. O clube dá máscara e álcool gel todos os dias. Por isso, os treinos continuaram. Todos os atletas aceitaram para não colocar as famílias em risco. Foi fundamental.

Pohang Steelers e Busan Ipark se enfrentam no dia 10, às 2h (horário de Brasília) e 14h no horário coreano, no Steelyard Stadium.










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