Brasileiro chefe da Organização Mundial do Comércio renuncia ao cargo em plena crise

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Foto: FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images
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O brasileiro Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), anunciou nesta quinta-feira (14) que deixará o cargo no final de agosto, um ano antes do planejado. Ele disse ainda que sua decisão, de ordem pessoal, também era do interesse da OMC.

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Azevêdo, de 62 anos, chefia o órgão com sede em Genebra desde 2013 e está cumprindo um segundo mandato que deveria ser concluído no final de agosto de 2021. A notícia caiu como uma bomba no mercado que lida com as incertezas da pandemia de coronavírus.

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Segundo informações do jornalista Jamil Chade, Azevêdo explicou num discurso a embaixadores que está saindo para permitir que as negociações sobre a reforma da entidade - exigida pelo presidente dos EUA, Donald Trump - pudessem ocorrer sem que a OMC tivesse que se preocupar com a escolha de um novo diretor 2021.

A saída prematura do brasileiro em setembro ocorre em um momento em que a economia mundial sofre o mais duro golpe desde a Grande Depressão da década de 1930. O comércio internacional é fortemente afetado pela pandemia do coronavírus, que fez afundar a produção e o comércio.

A saída do chefe da OMC "chega em um momento muito ruim para a instituição", afirmou o diretor do Centro de Estudos Prospectivos e Informações Internacionais (CEPII), Sébastien Jean, à agência AFP.

"O sistema comercial está profundamente desestabilizado tanto pelas tensões anteriores, incluindo as duras críticas do presidente americano, Donald Trump, as múltiplas violações dos acordos, a guerra comercial EUA-China e a paralisia do órgão de apelação, e por medidas tomadas em reação à crise, incluindo restrições às exportações", disse ele à AFP.

**Com informações da Reuters e AFP

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