Brasileiras conquistam título de Mundial de vela para mulheres

·3 minuto de leitura


O Mundial Feminino de Snipe 2021 conheceu neste sábado (9) a dupla campeã da edição 2021. As brasileiras Juliana Duque e Mila Breckerath (Yacht Club da Bahia) venceram cinco das sete regatas disputadas para confirmar o título no Yacht Club Paulista, em São Paulo (SP).

Na última prova do evento, as baianas precisavam apenas ficar no meio da flotilha, mas mantiveram o estilo nas largadas e contornos de boia. Confirmando o favoritismo, a dupla não decepcionou e ficou em primeiro para coroar a conquista na Represa de Guarapiranga em grande estilo.

É o segundo título mundial que o Brasil conquista no feminino. Juliana Duque venceu a edição de 2016 ao lado de Amanda Sento.

O evento, realizado neste ano em São Paulo, contou com 42 duplas representando sete países: Argentina, Alemanha, Brasil, Chile, Croácia, Estados Unidos e Noruega.

A dupla formada pela croata Andela Viturri e da norueguesa Maj Kristin foi a vice-campeã. A medalha de bronze ficou para o barco das brasileiras Martha Rocha e Larissa Juk. As posições no pódio atrás das campeãs foram devidas nas regatas chuvosas deste sábado.

- A gente veleja junto há muito tempo. Já competimos em outros campeonatos mundiais e isso foi fundamental para o nosso desempenho durante toda essa edição! Estamos felizes por ganhar essa competição tão importante para o Snipe feminino - comentou Juliana Duque, medalhista pan-americana em Lima 2019 e campeã mundial de Snipe de 2016.

O último dia de competição foi realizado com ventos variando de 5 a 10 nós e uma temperatura de 16 graus. Mesmo com a baixa temperatura e chuva, a dupla brasileira manteve o ritmo para fechar na primeira colocação no Mundial feminino 2021.

- Sensação de missão comprida! Estamos muito felizes com duas vitórias hoje. O nosso objetivo era uma dobradinha nas duas últimas regatas e conseguimos. Fechamos o Mundial da forma que imaginávamos - explicou Mila Beckerath.

A competição também premiou as melhores duplas de Júnior e Master. Entre as atletas mais novas, o melhor desempenho ficou com Marina Roma e Alexia Buck.

- Foi um campeonato de alto nível técnico e com muita alegria na água. Ver as meninas de todas as idades competindo valeu a pena principalmente nesse período de pandemia. Tivemos sete países e 84 atletas, um número expressivo - disse Paola Prada, organizadora.

A atleta olímpica Adriana Kostiw foi um dos maiores nomes do evento. A velejadora, que está em remissão de um câncer de mama, fez questão de voltar ao Brasil apenas para disputar o campeonato ao lado de Andrea Ruschmann.

- No final de setembro de 2019 estava na Suíça e descobri o câncer na mama. Foi um tumor agressivo e enfrentei fora do Brasil. Em janeiro de 2020, fiz uma operação complicada e depois todo processo necessário para recuperação e continuar combatendo o tumor. Estar aqui no Mundial é uma vitória na minha vida! Eu amo velejar e fiz de tudo para conseguir participar. É muito lindo ver toda essa geração de mulheres juntas - disse Adriana Kostiw.

Até março deste ano, Adriana Kostiw estava em tratamento de quimioterapia.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos