Brasileira exemplo de superação é escolhida para seletiva da FIA e Ferrari

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A FIA, juntamente com a Ferrari, lançou o programa "FIA Girls on Track - Rising Stars", em que por meio de uma seletiva que será realizada no circuito de Paul Ricard, a partir de outubro, vai eleger duas garotas para um dos programas de jovens pilotos mais conceituados do mundo, a Ferrari Driver Academy.

Nesta quarta-feira a brasileira Júlia Ayoub foi confirmada no programa e nesta quinta-feira, foi a vez de Antonella Bassani, de 14 anos, ser outra representante do país.

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Antonella Bassani

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Antonella Bassani Motorsport.com

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Em 2013, em Tarumã, com apenas sete anos, após chegar na segunda colocação do Campeonato Gaúcho, Antonella acabou se chocando com o kart vencedor, após este desacelerar de maneira brusca. Ela levantou voo e capotou várias vezes. Como resultado, a garota teve uma ruptura da carena pulmonar, levando praticamente um ano para retornar às pistas oficialmente. Mais do que isso, ela chegou a correr risco de morte, como consequência das pancadas no peito.

“Pra eu não bater no cara da frente, eu puxei para o lado, mas pegou na roda dele, eu ergui e comecei capotar.”

“Me disseram que ao segurar tão forte no volante, meu pulmão ficou um tijolo e no acidente foi como ter jogado um tijolo no chão, daí, quebrou. Tive o que chamam de ruptura da carena pulmonar.”

Antonella comentou que teve medo ao voltar ao kart, mas que isso logo foi superado.

“Eu fiquei com muito medo de voltar, com muito receio de ultrapassar, mas comecei a andar, mas ainda não freava lá no final da reta. Mas fiquei meio ano sem correr, sem treinar nem sentar no kart.”

Durante sua recuperação, os pilotos da Stock Car da época gravaram um vídeo de apoio a Antonella, confira.

Sonhos e ídolos

Antes e depois do acidente, Antonella acumula participações em campeonatos importantes e títulos em sua curta carreira, como em campeonatos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mas é um engano para aqueles que imaginam que a catarinense tem como sonho maior a Fórmula 1.

“Meu objetivo sempre foi andar na Stock Car. Acho muito legal, os carros são bem parecidos, estão sempre juntinhos. Na F1, os carros melhoraram, mas não andam tão juntos. Na Stock os carros têm o motor parecido e também tem o botão de ultrapassagem.”

Logicamente, os ídolos dentro do esporte estão diretamente ligados à categoria favorita, apesar de um deles ainda ser o recordista de provas da F1. Perguntada em quem se inspira, ela não titubeou.

“Me inspirei no meu pai, que competia na terra e tentava acompanhar todas as corridas, mas sem ser ele, eu acho o Rubinho (Barrichello) muito bom. Ele é demais, tanto de kart quanto de Stock. E a Bia (Figueiredo) também”, completou.

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