Brasil x Colômbia vai contar com passaporte de vacinação para o público na Neo Química Arena

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O duelo entre Brasil x Colômbia, que acontece nesta quinta-feira (11), às 21h30, Neo Química Arena, pelas Eliminatórias da Copa, vai contar com apresentação de certificado de vacina contra a Covid-19 e testes negativos.

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O acordo, feito em parceria oficial com a CBF, será alimentado com informações provenientes da tecnologia implementada pela Chronus, desenvolvida pela empresa Mooh!Tech. O mesmo procedimento já aconteceu na Arena Amazônia, em partida vencida pela Seleção Brasileira diante do Uruguai, por 4 a 1.

A Mooh!Tech desenvolveu o sistema para que seja um passe livre digital, permitindo a qualquer torcedor imunizado ou testado negativo estar apto a participar da partida, sem risco de propagar o Covid-19.

Para o retorno do público aos jogos da Seleção Brasileira, os torcedores precisarão ter validado seu i-Passport com teste RT/PCR 48 horas ou vacinação, de acordo com o protocolo das autoridades locais.

A tecnologia associa o conceito de passaporte aos certificados de vacinação e profilaxia, nacional e internacional, e funciona como um passe livre digital.

- A Mooh!Tech é a empresa que vai fornecer a tecnologia para a Confederação Brasileira de Futebol e garantir que apenas pessoas vacinadas ou testadas possam acessar os jogos da seleção brasileira de futebol, por meio da acreditação profilática desenvolvida para o APP CHRONUS i-Passport - afirmou Everton Cruz, CEO da Mooh!Tech.

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No Brasil, outras duas federações já firmaram acordo com a Mooh!Tech, casos de Pernambuco e Brasília. Demais federações também já conversam com a empresa para a execução do sistema.

Everton Cruz, CEO da Mooh!Tech , afirmou que o Chronus i-Passport é uma solução de registro e identificação de saúde. Seu uso contínuo permite que apenas as pessoas com status de vacinação contra a Covid-19 circulem sem restrições.

- A adoção do i-Passport possibilita diminuir consideravelmente e, até mesmo, eliminar, muitos dos protocolos hoje necessários para a retomada de atividades. Ao utilizar o i-Passport como uma credencial no controle de acesso a locais públicos ou privados, várias medidas, complexas para serem atendidas, deixam de ser essenciais - defendeu o executivo.

Cruz falou sobre a importância de governos estaduais, municipais e empresas privadas se utilizarem dessa plataforma.

- Só dessa maneira eles terão acesso mais rápido à abertura com segurança de suas atividades econômicas, ao retorno de uma vida normal, mas com segurança - ponderou.

No confronto contra o Uruguai, o resultado profilático divulgado por meio do monitoramento dos dados colhidos pela plataforma mostraram a presença de 12.662 torcedores, sendo 12.473 com duas doses, 189 com dose única, 293 com ciclo vacinal incompleto e todos esses com testes negativos para Covid-19.

Entre as vacinas tomadas, a Astrazeneca aparece com 5.152 vacinados, Coronavac com 4.398, Pfizer com 2.923, e Janssen com 189 vacinados.

Para facilitar, no momento do jogo, o torcedor apresentava o QR Code do aplicativo, e nele aparecia a validação da vacina ou do teste negativado, além do ticket, com o setor do estádio, número da cadeira.

- Estávamos com um estádio livre do risco do vírus do Covid-19. Foi 100% seguro. Nós fazemos inquérito epidemiológico antes e depois, e durante quatro semanas após o jogo estamos acompanhando essas pessoas. Se alguém teve algum sintoma, ou se alguém próximo à família sentiu algo, se algum conhecido do jogo teve sintomas, para que a gente possa identificar a propagação do vírus ou como ele está se comportando - falou Cruz.

A próxima prova será feita em São Paulo, no jogo do Brasil contra a Colômbia, na Neo Química Arena, com 35 mil torcedores.

- Estamos conversando com o governo de São Paulo, com a prefeitura, e com outros governos do Sudeste, já que são muitos torcedores, não somente do estado de São Paulo que irão para esse jogo. Nós queremos evitar esse modelo que tem acontecido nos estádios de futebol, sem nenhum controle, com alto número de fraude ou aglomeração para validação dos tickets - disse Cruz.

De acordo com o CEO da Mooh!Tech, Everton Cruz, existem aplicativos similares para validação, mas nenhum serve como um passaporte.

- Caso um paulista tenha feito sua validação no ConectSus, não poderá apresentar o aplicativo no Rio de Janeiro, por exemplo, uma vez que não há autenticidade para os outros estados, por não haver sistemas interligados de leitura. Por isso dizemos que a tecnologia contratada pela CBF, apresentada no jogo contra o Uruguai, é a mais segura - finalizou.

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