Brasil terá "década perdida" com recessão provocada por coronavírus

O Brasil deverá ter uma “década perdida” na economia. Estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) indica que, com a forte recessão provocada pela pandemia do novo coronavírus, o país registrará PIB (Produto Interno Bruto) negativo pela primeira vez em um período de dez anos.

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O levantamento utilizou projeção do FMI (Fundo Monetário Internacional), que aponta recuo de 9,1% da economia brasileira em 2020. Se esta queda se confirmar, o país terá retração média anual de 0,3% entre 2011 e 2020, a primeira em 120 anos, período calculado por Marcel Balassiano, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

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"Entre 2011 e 2013, o PIB teve uma taxa média de crescimento de 3%. Mas nesses últimos sete anos, o desempenho tem sido muito ruim", disse Balassiano ao portal G1. "Já seria a década perdida sem o coronavírus. A pandemia veio para agravar ainda mais a história."

A década de 2010 deverá ser pior do que a de 1980, considerada “perdida” por ter tido o menor crescimento da série histórica (1,6% entre 1981 e 1990). Naquele período, o país herdou uma crise econômica da ditadura militar, conviveu com hiperinflação e trocas de moeda, derrubou o regime autoritário e elegeu seus primeiros presidentes civis em duas décadas (Tancredo Neves, por pleito indireto, morreu antes de tomar posse, sendo substituído por José Sarney; e Fernando Collor de Mello, por votação popular).

A instabilidade política também marcou a década de 2010, com o impeachment de Dilma Rousseff após dois anos seguidos de forte retração econômica e os crescimentos tímidos no governo de Michel Temer e no primeiro ano com Jair Bolsonaro na Presidência.

Pelas projeções do Banco Central, menos pessimistas, a economia brasileira recuará 6,5% em 2020. Se a projeção confirmar, o recuo na década ainda será negativo (0,1%).

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