Brasil será reconhecido como exemplo mundial contra a Covid-19, diz Pazuello

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Questionado sobre como a passagem da pandemia pelo país será registrada no futuro, Pazuello aposta em uma avaliação positiva. (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
Questionado sobre como a passagem da pandemia pelo país será registrada no futuro, Pazuello aposta em uma avaliação positiva. (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que acredita que o Brasil ainda será reconhecido pelo restante do mundo como um exemplo positivo de combate ao novo coronavírus. Questionado sobre como a passagem da pandemia pelo país será registrada no futuro, Pazuello aposta em uma avaliação positiva.

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“Nós fazemos sempre consultas com comitês internacionais, e o que dizem é que a gente está com o protocolo número 1. O Brasil vai ser um exemplo positivo para o mundo. Usamos o que tem de mais moderno. Criamos critérios técnicos e seguimos em cima deles. Vamos ganhar essa guerra”, afirmou, em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira (17).

O interino da Saúde também classificou como “errados” os protocolos adotados inicialmente, razão pela qual, segundo ele, a população criou um medo excessivo em torno da Covid-19. No entanto, para ele, a abordagem agora está correta.

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“No início, a população foi orientada a permanecer em casa mesmo com os sintomas da Covid. E era para ficar em casa até sentir falta de ar. E, quando você tivesse falta de ar, ainda diziam para segurar mais um pouquinho. Matamos quantas pessoas com isso? Loucura”, disse.

E continuou: Foi colocado muito medo nas pessoas. E, se você olhar só um pouquinho por outro ângulo, talvez não seja tão negativo ter uma pessoa dizendo que não precisa ter esse temor todo. Dá um pouco de esperança de que a vida pode ser normal, de que dá para manter alguma atividade econômica, para as pessoas não morrerem em casa, com medo”.

Apesar do veredito, Pazuello afastou a culpa sob o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. “Ele imaginava que a melhor coisa era ficar em casa até passar mal. Não vou dizer que ele estava errado ou que teve dolo. Na época era o que tinha de certo (...) . Ele fez um protocolo, e isso teve de ser modificado. Agora é tratamento imediato, nada de ficar em casa doente. E o diagnóstico é do médico, não do teste”, continuou.

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Questionado se a testagem dos pacientes não seria mais importante, o general voltou a dizer que não. Em todo o mundo, epidemiologistas, cientistas e a OMS (Organização Mundial da Saúde) sustentam que a doença só será controlada com um protocolo eficaz de testagem, para que se conheça o cenário exato do avanço da pandemia.

“O diagnóstico é clínico, é do médico. Pela anamnese, pela temperatura, por um exame de tomografia, por uma radiografia do pulmão, por exame de sangue, podendo até ter um teste. Criaram a ideia de que tem de testar para dizer que é coronavírus. Não tem de testar, tem de ter diagnóstico médico para dizer que é coronavírus. E, se o médico atestar, deve-se iniciar imediatamente o tratamento”, afirmou.

“GENOCÍDIO”

Na entrevista, o ministro interino da Saúde, que está no cargo há 60 dias, negou também as acusações feitas pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que afirmou que o Exército estava se associando a um genocídio ao criticar a presença de militares na Saúde.

“Quem são os genocidas? Os 5.000 funcionários do ministério? Os dezoito oficiais que eu trouxe para trabalhar comigo? Foi uma conversa muito mal colocada, atravessada, num momento errado e de uma pessoa que não precisava falar isso”.

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