Brasil registra média móvel de 693 mortes, a menor desde 10 de setembro

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Movimento na Rua 7 de Setembro, no Centro do Rio

RIO - O Brasil registrou nas últimas 24 horas 32.129 novos casos e 818 novas mortes por Covid-19. Com isso, são 4.659.909 infectados e 139.883 vidas perdidas para o coronavírus, segundo o boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa desta quinta-feira.

A média móvel foi de 693, a menor desde o dia 10 de setembro, quando o cálculo ficou em 692. Desde 12 de agosto, o resultado do cálculo está abaixo de mil e, desde o dia 7 de setembro, abaixo de 800.

A média móvel faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

O Brasil tem nove estados com tendência de alta na médias móveis de mortes por Covid-19: Amapá, Amazonas, Bahia., Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Roraima. O Distrito Federal e 8 estados estão com tendência de queda: Acre, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe.

O consórcio de veículos de imprensa é formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até às 20h.

A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

A pasta informou, esta noite, que foram contabilizados um total de 4.657.702 casos de Covid-19 e 139.808 mortes da doença no país. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 32.817 novos casos e 831 mortes. Segundo estimativas do ministério, há 4.023.789 de pessoas recuperadas da doença no país.

Em evento no Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro voltou a distorcer informações sobre a pandemia de Covid-19. Ele disse que não fugiu à sua responsabilidade, mas afirmou mais uma vez que, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), cabe exclusivamente aos governadores e prefeitos tomarem ações de enfrentamento à doença. Na verdade, a Corte entendeu que estados e municípios têm autonomia para adotarem as ações necessárias, mas não eximiu o governo federal de responsabilidade. Bolsonaro também disse que há comprovação de que o remédio cloroquina tem dado certo no tratamento do novo coronavírus, embora ainda não haja confirmação científica disso.

O discurso do presidente ocorreu durante cerimônia para comemorar a inauguração de estruturas e a entrega de equipamentos à Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRG) no estado do Rio de Janeiro.

— Lamentavelmente tivemos essa pandemia, que acho que deveria receber outro nome no futuro, que influiu negativamente na política econômica do mundo todo. No Brasil, o tratamento dessa questão coube exclusivamente aos governadores e aos prefeitos, por decisão do Supremo Tribunal Federal. Mas desde o primeiro momento, eu não fugi à minha responsabilidade. Todos nós sabemos que pior que uma indecisão mal tomada é uma indecisão — disse Bolsonaro.

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