Neymar tá ownnnnn - Brasil 4 x 0 Peru

·3 minuto de leitura
Neymar tá owwwwnnnnn FOTO MB Media/Getty Images

O Brasil segue como gigante favorito a mais um título de Copa América. Pelo que joga. Pelo que tem bola para jogar mais. Pelo que não tem deixado os rivais continentais jogar. Pela fragilidade geral. Pela força e variação tática de uma Seleção que sabe o que quer. E a gente sabe que pode querer mais.

O Peru é lanterna das Eliminatórias. Mas não é o pior time da parada. Começou no Nilton Santos com seis titulares vices da Copa América de 2019. Com o usual 4-1-4-1 de Gareca quando visitante. Mas sem Guerrero e Farfán e mesmo o lesionado Ormeño na frente, só Lapadula não dá. E com Cueva como criativo, ainda menos. O mais eficiente Carrillo mais marcou do que atacou pela direita. E ainda assim não conseguiu conter Alex Sandro na primeira boa chegada brasileira. Belo toque de Gabriel Jesus para o lateral. Como foi o belo gol de Cebolinha na final de 2019, no Maracanã.

Eram cinco amarelos na área peruana. Mas não era o 3-2-5 do ataque contra a Venezuela. Como o esperado, Tite veio no 4-4-2 que era 4-2-4 com a bola. Jesus e Cebolinha abertos, alargando o ataque; Neymar vindo de trás e chegando em Gabriel Barbosa na frente; Fabinho e Fred sustentando a tropa de choque, com Danilo e Alex Sandro mais contidos no primeiro tempo.

Até demais.

Foram apenas três chances. Duas com Alex. Um tiro de longe de Fabinho. Jogo fácil e administrado. Lento e sem intensidade. Até para poupar mentes e músculos pelo fim de jornada.

A transição era muito lenta. Até pra voltar o time do vestuário no intervalo.

Tite então resolveu refrescar a tropa. E testar taticamente. Everton Ribeiro e Richarlison em campo para a segunda etapa. Eu não teria sacado Gabigol, ainda que em apenas 7 minutos o atacante do Everton tenha tocado mais do que apenas as nove vezes do goleador rubro-negro em 45 minutos. Richarlison entrou no lugar do pouco acionado Cebolinha. Pela esquerda, mas cortando mais por dentro. Everton Ribeiro entrou na dele, a partir da direita, circulando mais pelo miolo, com Jesus em dupla centralizada com Neymar.

Desse modo, espaço aberto para Danilo e Alex Sandro apoiarem mais pelos corredores. Com Fabinho e Fred mais à frente e muito bem no bloqueio e também na verticalização do jogo, o brasileiro começou a fluir. O time quis jogo.

E o jogo pede Neymar.

Ele cavou um pênalti aos 14. Seria o quarto seguido em quatro jogos contra o Peru. Lostau caiu na queda dele. O VAR, não. Segue o jogo.

E ele seguiu muito melhor. Foi 4 a 0. Neymar fez o segundo aproveitando o primeiro passe vertical de Fred. O terceiro começou com o 10 e terminou nos pés de ER. E o quarto de Richarlison foi uma espetacular invenção de quem quis jogo. E ele o quer.

Neymar está mais do que ON.

E o Brasil ligado com ele.

Exagero? Veja o belíssimo lance que ele armou do nada até sofrer a milésima falta no jogo. Ele até foi fominha. Exagerou na filigrana.

Mas fez a jogada mais bonita. Plástica. Mais recordável em um futebol cada vez mais esquecível.

Curtir

Comentar

0

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos