Brasil perde para Egito e se despede da Copa do Mundo de esgrima

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O Brasil encerrou a participação no torneio feminino de equipes da Copa do Mundo de Espada de esgrima. Na segunda-feira, em Kazan, na Rússia, o time brasileiro, formado por Amanda Simeão, Marcela Silva e Nathalie Moellhausen, perdeu por 44 a 42 para o Egito, na fase de 32, em confronto decidido nos momentos finais.

A primeira a ir para a pista foi Amanda, que colocou o Brasil em vantagem, contra a egípcia Haydy Adel Morsy: 2 a 1. Na sequência, Nathalie terminou o seu duelo empatada com Sara Nounou, em 3 a 3, com 5 a 4 para o Brasil. No terceiro combate, Marcela Silva foi superada por Shirwit Gaber, por 3 a 7 (8 a 11 no total).

A segunda sequência teve Amanda empatada com Sara Nounou (4 a 4), Marcela perdendo por dois pontos para Haydy Adel Morsy (2 a 4) e Nathalie perdendo para Shirwit Gaber (6 a 7). Neste momento, o Brasil perdia por 20 a 26.

Finalmente, fechando os confrontos, Marcela Silva fez 3 a 6 contra Sara Nounou. Amanda diminuiu a vantagem das egípcias ao superar Shirwit Gaber, por 7 a 3, quando chegou a estar vencendo por 7 a 1.

- Entrei muito confiante e com garra. No meu último jogo, tive que arriscar, pois nosso placar estava piorando e achei que fosse meu dever tentar buscar, para entregar pra Nathalie algo mais favorável. Arrisquei um golpe que saiu no tempo errado. Estava 30 a 33. Tentei consertar mas acabou 30 a 35. Foi um erro técnico, que pode acontecer - explica Amanda Simeão.

Nathalie tirou ainda mais a diferença, chegou a estar vencendo por 12 a 7, mas permitiu a reação de Haydy Adel Morsy no finalzinho e fechou com 12 a 9 sobre a egípcia, insuficiente para colocar o Brasil nas oitavas de final.

- No geral por não ser uma equipe com muito tempo de construção, foi bem positivo. Eu me senti super bem no meu jogo. Podia ter acreditado um pouco mais nos primeiros dois combates, e quem sabe arriscado um placar melhor, mas equipe é um conjunto de somatórias, e o equilíbrio é uma das coisas mais importantes. Temos que trabalhar bastante, focar para 2024 em uma equipe equilibrada. Acredito muito - disse Amanda, confiante em evolução do time de espada no futuro.

Os esgrimistas do Brasil terão mais um desafio nesta semana, com o Grand Prix de Florete, que encerra o ciclo de torneios internacionais válidos para o fechamento do ranking olímpico, antes dos Pré-Olímpicos continentais. Bia Bulcão, Guilherme Toldo e Rafaela Gomes representam o país no torneio, que começa na sexta-feira, em Doha, no Catar.

Nathalie confirma classificação para Tóquio

Campeã do mundo e número 2 do ranking mundial, Moellhausen terminou sua participação na Copa do Mundo de Espada em nono lugar. No domingo, ela caiu nas oitavas de final, para a sul-coreana Sera Song, na primeira competição que disputou após um ano de paralisação por conta da pandemia de Covid-19. A esgrimista naturalizada brasileira já está oficialmente classificada para Tóquio.

O ranking olímpico fecharia em março do ano passado. Das 23 competições que somam pontos, 22 já haviam sido disputadas e Nathalie estava em quarto lugar, com 139 pontos, como melhor atleta das Américas. A rival mais próxima na disputa pela vaga do continente era a norte-americana Kelley Hurley, em 17°, mas Estados Unidos e Canadá devem garantir vagas de equipes. Com isso, a segunda na disputa seria a venezuelana Maria Martinez, em 39°.

Na Copa do Mundo de Espada, último torneio válido para o fechamento do ranking, Nathalie foi, novamente, a melhor das Américas. Esta foi a primeira competição dela após um ano parada. A última participação nas pistas tinha sido na etapa de Budapeste da Copa do Mundo de 2020, no dia 8 de março. Desde então, só realizou treinamentos, em Paris, na França, onde mora.