"Brasil não deve abrir mão de nenhum real", diz Maia sobre ajuda oferecida pelo G-7

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Presidente da Câmara defendeu que Brasil aceite ajuda internacional para combater incêndios na Amazônia - Foto: SERGIO LIMA/AFP/Getty Images
Presidente da Câmara defendeu que Brasil aceite ajuda internacional para combater incêndios na Amazônia - Foto: SERGIO LIMA/AFP/Getty Images

Sem se preocupar com a posição do governo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, afirmou nesta terça-feira (27) que o Brasil “não deve abrir mão de nenhum real” no combate a queimadas na Amazônia.

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Na última segunda-feira (26), o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou a ajuda de cerca de R$ 90 milhões vindos dos integrantes do G-7, grupo que reúne as sete maiores economias do planeta.

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Horas depois, entretanto, Onxy Lorenzoni, ministra da Casa Civil, afirmaram que o Brasil rejeitaria a ajuda oferecida pelo grupo. Posteriormente, a assessoria da Presidência confirmou a fala do ministro.

Na manhã desta terça, Bolsonaro afirmou que responderá a oferta do grupo de potências apenas se Macron retirar o que chamou de “insultos” proferidos pelo político frânces.

Rodrigo Maia deixou claro que não partilha da opinião do presidente. "O Brasil não deve abrir mão de nenhum real. A situação do orçamento federal, dos estados, dos municípios, da maioria dos entes da federação é dramática", disse o presidente da Câmara.

Também nessa terça, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com governadores dos estados da Amazônia Legal, que defenderam que o Brasil aceite a ajuda internacional para combater os incêndios na região Amazônica.

Porta-voz se esquiva

No início da noite desta terça-feira, Otávio Rêgo Barros, porta-voz da Presdiência da República, afirmou que as exigências para o recebimento de suporte financeiro são o reconhecimento da soberania do país e da autonomia do governo brasileiro para empregar os recursos, dando a entender que as desculpas de Macron não seria mais um pré-requisito.

“Quaisquer recursos advindos do exterior em benefício do combate a esse momento que vivenciamos de queimadas serão bem-vindos, mas também gostaria de reforçar que é essencial entendimento de quem venha a promover essa doação de que a governança desses recursos, financeiros ou de reposição de materiais e ferramentas, é do governo brasileiro", afirmou Rêgo Barros.

Diante da insistência dos jornalistas em relação à exigência de que Macron retirasse os “insultos” mencionados por Bolsonaro, o porta-voz alfinetou o presidente francês. “Qualquer líder que não seja o líder do nosso país, e que venha a fazer comentários sobre como nosso governo deve definir nossas ações, deve entender que aqui existe governança que entende suas necessidades. Vamos receber recursos estrangeiros desde que analisado que a governança seja nossa", definiu.

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