Brasil não precisa lamentar tanto assim a suspensão de Gabriel Jesus para a final da Copa América

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A expulsão nas quartas de final custou caro a Gabriel Jesus. Além da suspensão automática, ele foi punido com mais um jogo e, assim, está fora da decisão da Copa América, sábado, diante da Argentina. Fará ele muita falta para a seleção brasileira?

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Nem tanto. O jogo do Brasil não passa pela presença ou não do atacante em campo. Aliás, até me arrisco a dizer que, se o coletivo verde-amarelo não flui, ele acaba sendo quase que uma peça nula em campo - não por conta de sua inegável qualidade, mas pela função que exerce. É muito mais útil para a equipe ter em campo nomes como Everton e Richarlison, que contribuem taticamente por conta de suas características, do que depender de alguém que precisa da bola no pé.

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Muito embora o bom entendimento entre Neymar e Jesus, até o camisa 10 fica mais liberado para girar em todas as posições ofensivas e, assim, poder desequilibrar. Claro, é uma alternativa a menos a Tite. Estamos falando de um finalizador nato, que já fez gols importantes e decisivos para o time. Mas, contra a Argentina, apostar em velocidade, em triangulações e em escapadas pelos lados do campo talvez seja a melhor saída. E, nisso, o atleta do Manchester City não contribui tanto assim.

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