Brasil investiga três casos suspeitos de lesão pulmonar causada por cigarro eletrônico

Tony Dejak/AP
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RESUMO DA NOTÍCIA

Três casos de Evali, acrônimo em inglês para a síndrome “Lesão Pulmonar Associada a Produto de Vaping ou Cigarro Eletrônico”, estão sendo investigados no Brasil: dois de SP e um da BA.

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Os EUA já registraram mais de 40 mortes associadas ao 'vape'; no Brasil, a venda do cigarro eletrônico está proibida desde 2009 pela Anvisa.

Embora o vape, ou cigarro eletrônico, tenha a comercialização proibida no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde 2009, é possível encontrar livre e facilmente o aparelho em lojas e na internet.  O dispositivo virou uma febre, em especial entre os mais jovens.

Segundo reportagem da revista Época, a pesquisa mais recente disponível no Brasil, feita pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 2015, quando o hábito ainda não tinha se disseminado como hoje, estimou em 600 mil os usuários no país.

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Ainda de acordo com a revista, no Brasil, três casos de Evali, acrônimo em inglês para a síndrome “Lesão Pulmonar Associada a Produto de Vaping ou Cigarro Eletrônico”, estão sendo investigados, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Dois casos são de usuários em São Paulo, e um, de uma universitária em Salvador, Bahia.

“Eu fiquei no chão, só concentrada em manter o ar entrando e saindo”, explicou a universitária de 22 anos, que falou à revista sobre o surto agudo de inflamação pulmonar que sofreu algumas horas depois de usar um vape. No início de setembro, ela passou mal em uma festa após usar o dispositivo para fumar um cartucho de THC. Voltou para casa, onde o mal-estar persistiu. Naquela noite, a jovem baiana tornou-se um dos primeiros casos brasileiros suspeitos da síndrome.

Em meio às discussões para rever o marco regulatório de 2009, a Anvisa opõe profissionais da saúde à indústria tabagista — solicitou a 252 instituições de saúde e ao Conselho Federal de Medicina (CFM) a notificação de “quaisquer suspeitas” relativas a pacientes que possam vir a ser relacionadas ao uso do cigarro eletrônico.

A onda do vape entrou na mira dos estudiosos de saúde após usuários passarem a sofrer a síndrome, que já acometeu 2.172 pessoas nos Estados Unidos e havia resultado na morte de 42 até a semana passada. Os dispositivos usados para fumar podem ser “carregados” com vários tipos de cartuchos — de nicotina ou não, com sabor, com THC, o princípio ativo da maconha. É aos cartuchos com esse último tipo que estão associados os principais casos da doença, ainda que não exclusivamente a eles.

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