Brasil erradica o inacreditável

Mauro Beting
·2 minuto de leitura
Aerial view of the Maracana stadium and the field hospital  to combat of COVID-19 (coronavirus)  on April 19, 2020 located in the region in the north of Rio De Janeiro, Brazil. On 16, June 2020 the Maracana stadium will be 70 years old. (Photo by Allan Carvalho/NurPhoto via Getty Images)
Maracanã e hospital de campanha construído no complexo para cuidar de pacientes de Covid-19 (Allan Carvalho/NurPhoto via Getty Images)

Não existe mais nada “inacreditável” no Brasil. Desmoralizamos a falta de credibilidade. Tudo é possível nestes trópicos trôpegos.

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E quando falo isso, por favor, cito mais a “elite” (com todas as aspas e aspones) do que a esmagadora maioria da população esmagada pelos fatos, feitos, desfeitos e defeitos da raça dominante – com todo o respeito aos animais, não à raça que domina e que não é classe por falta dela, não é categoria pela ausência absoluta.

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A NBA anunciou que a bola vai subir dois meses antes do retorno às quadras. Há como se preparar em todos os aspectos. As principais ligas europeias retomaram o jogo possível de futebol com (em média) quase três semanas para o condicionamento físico e técnico adequado para uma parada que nenhum atleta já vivenciou pelos motivos óbvios – mas não tanto para as aturdidas autoridades autoritárias de alguns clubes do Brasil.

O que a Federação do Rio propõe, forçada pelos interesses desinteressantes do Flamengo e do Vasco, com a volta da Taça Rio já nesta quinta-feira, menos de 48 horas depois da inacreditável, opa, crível apelada dos cartolas é de uma irresponsabilidade técnica, de uma insensibilidade desumana, de uma improbidade administrativa que só não choca mais porque este parece ser o país que atiramos a esmo e depois perguntamos o porquê da barbárie.

Tanto quanto os clubes não se unirem para a volta conjunta aos treinos. Para o respeito máximo aos protocolos. Para os preceitos básicos de qualquer atividade esportiva como a isonomia e equilíbrio.

Algo que mais uma vez passa longe no futebol carioca, com tabelinhas discutíveis, e parcerias incabíveis.

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