Brasil encara All Blacks Maoris buscando popularizar o rugby no país

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Seleção Brasileira de Rugby antes de jogo do Sul-Americano de 2017 (MARCELLO FIM/Raw Image/Gazeta Press)
Seleção Brasileira de Rugby antes de jogo do Sul-Americano de 2017 (MARCELLO FIM/Raw Image/Gazeta Press)

Por Vinícius Vale

Palco de jogos de futebol e espetáculos musicais, o estádio do Morumbi vai receber um evento diferente no dia 10 de novembro. A Seleção Brasileira de Rugby receberá os All Blacks Maori em amistoso visando a popularização da modalidade no país. Além do famoso ‘Haka’, dança típica do time da Nova Zelândia, um grande jogo é esperado – a equipe que vem ao Brasil é considerada a segunda força neozelandesa, atrás apenas da Seleção principal daquele país.

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Para o CEO da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), Agustín Danza, o evento terá grande representatividade para o trabalho feito em busca de um crescimento da modalidade no Brasil. “O jogo tem uma enorme importância para nós por vários motivos. Por um lado, nos permitirá entrar em campo contra os melhores do mundo. Se queremos continuar crescendo, será necessário jogar contra os melhores para entender onde estamos e o onde precisamos trabalhar. Por outro lado, este jogo será uma oportunidade única de divulgar o rugby no Brasil. Os All Blacks são uma marca reconhecida mundialmente e dentro do Brasil também. Poder jogar contra a equipe Maori dos All Blacks dará uma chance única para os fãs de rugby brasileiros de assisti-los de perto, algo que sempre é um espetáculo”, explicou.

Outro que mostra empolgação é Moisés Duque, atleta do selecionado nacional. O jogador que atua como centro, também falou com o Yahoo Esportes. “A sensação é de motivação total! All Blacks Maori é um dos times mais tradicionais no mundo do rugby e todos sonham em jogar contra. Além de um belo desafio para nós que queremos evoluir, também será um privilégio poder medir força com eles. Espero, além de me divertir demais, aprender detalhes que só os melhores podem ensinar”. Mas engana-se quem acha que esse caráter de diversão deixa a competitividade de lado. “Não queremos só aprender, queremos mostrar a cara do rugby brasileiro e deixar claro para o mundo que estamos no caminho dos melhores”, analisou o jogador que esteve no time brasileiro que disputou os Jogos Olímpicos Rio-2016.

Nos últimos anos, o Brasil vem conseguindo bons resultados. Nesta temporada, a equipe conquistou o Sul-Americano com vitória sobre a Argentina, que é uma das potências do esporte no continente. Isso faz com que o dirigente da CBRu se permita sonhar com voos ainda maiores.

“Os próximos passos serão focados em aumentar nossas chances de classificação para a Copa do Mundo de 2023. A classificatória acontece em 2020 e 2021, temos pouco mais de um ano para trabalhar o mais duro possível para chegar nas melhores condições possíveis”, analisou Danza.

Em 2020, o Brasil participará do primeiro Torneio Profissional de Rugby das Américas contra times da Argentina, Uruguai e Chile, entre outros. Mais uma oportunidade de dar rodagem à equipe que vai em busca da inédita vaga na próxima Copa do Mundo, que será na França. Essa será a décima edição do Mundial, que marca o aniversário de 200 anos da “invenção” do esporte por William Webb Ellis.

Um bom resultado no amistoso contra os neozelandeses não é descartado por Agustín, que respeita o tamanho do adversário, mas quer ver o selecionado nacional fazendo seu melhor. “Sabemos que os All Blacks Maori estão entre os melhores times do mundo. Entraremos em campo com total fé de obter um bom resultado e jogaremos ao máximo da nossa capacidade para dar um bom jogo para todos os fãs do rugby Brasileiro”, projetou.

Outra estratégia visando a popularização do esporte é levar os jogos da seleção para grandes estádios de futebol. Em São Paulo, o Pacaembu e o Allianz Parque receberam recentemente jogos com bons públicos. Desta vez, o local escolhido foi o Morumbi, palco que, segundo o dirigente, atende os pré-requisitos necessários para a realização da partida.

“O Morumbi é um estádio acostumado a receber grandes eventos. A qualidade do campo é perfeita, a estrutura para receber o público também e tem uma excelente infraestrutura de hospitality. Achamos que o Morumbi será o palco perfeito para este jogo histórico”, finalizou o cartola.

Vale lembrar que não será a primeira vez que o estádio são-paulino receberá a modalidade. Na década de 80, a equipe tricolor chegou até a fazer preliminares dos jogos de futebol. No jogo de maior repercussão no estádio, em 1984, o São Paulo enfrentou o Nippon Country Club em torneio amistoso. Cerca de 15 mil torcedores, além de três milhões que acompanharam pela TV Bandeirantes em transmissão ao vivo, acompanharam a vitória do time da casa por 10 a 9. Será que o recorde de público da modalidade no Morumbi será batido?

Os ingressos para a partida histórica entre Brasil e All Blacks Maori foram comercializados em pré-venda exclusiva para clientes Bradesco, patrocinador da Seleção, até o dia 26 de agosto já estão disponíveis ao público geral no site www.allblacksmaorinobrasil.com.br e custam R$ 40 (arquibancada), R$ 60 (cadeira térrea) e R$ 80 (cadeira superior).

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