Brasil em alta e formato diferente: final do Mundial de Surfe começa nesta quinta

·5 minuto de leitura
Gabriel Medina, Tatiana Weston-Webb e Italo Ferreira são os principais nomes do Brasil nas finais da WSL (Foto: Thiago Diz/World Surf League via Getty Images)
Gabriel Medina, Tatiana Weston-Webb e Italo Ferreira são os principais nomes do Brasil nas finais da WSL (Foto: Thiago Diz/World Surf League via Getty Images)

As ondas devem chegar no final de semana, mas as finais da Liga Mundial de Surfe (WSL) já fizeram história e, parte dela, passa pelo Brasil.

Em 55 anos de existência da WSL, é a primeira vez que o título pode acabar na mão de quem não liderou uma vez sequer no campeonato. Favoritos e azarões lutarão em pé de igualdade entre os dias 9 e 17 de setembro, em Trestles, na Califórnia (EUA).

Leia também:

A opção por escolher, apenas em um dia, disputa entre os dez finalistas (5 homens, 5 mulheres) foi influenciado pela última decisão de título, em 2019. Naquela temporada, o Billabong Pipe Masters decidiu - em uma final - a disputa entre líder Italo Ferreira e o vice, Gabriel Medina.

Além do show de surfe, o resultado fora da água rendeu a maior audiência da história do surfe na TV nos EUA. Ou seja, o ano 2019 foi importante pro Italo, o surfe brasileiro e também pra própria WSL.

O tempo passou, a pandemia mudou planos e calendário, mas o domínio brasileiro segue em alta, com a presença dos últimos dois finalistas (Italo e Medina), além de Filipe Toledo e, entre as mulheres, a Tati Weston-Webb.

WSL Finals: Como funciona?

Chave feminina da competição final da WSL em 2021 (Foto: WSL)
Chave feminina da competição final da WSL em 2021 (Foto: WSL)

As chances dos azarões começam assim que apitar a buzina. No começo do dia, o quinto colocado desafia o quarto e o vencedor enfrenta o terceiro colocado. Até chegar no líder do campeonato, quando disputarão uma série de três baterias para definir o campeão.

Vale lembrar que haverá um revezamento entre os gêneros. Dessa forma, sai uma dupla masculina e entra outra feminina - e assim por diante até no final.

Chave masculina da competição final da WSL em 2021 (Foto: WSL)
Chave masculina da competição final da WSL em 2021 (Foto: WSL)

Veja o exemplo de como funcionará no masculino:

A batalha pelo título mundial de 2021 no Rip Curl WSL Finals, vai começar com um duelo entre , o norte-americano Conner Coffin (4º no ranking) e o australiano Morgan Cibilic (5º), respectivamente. Quem passar, enfrenta Filipe Toledo (3º) e o vencedor disputa com Ítalo Ferreira (2º), a vaga para a decisão do título com Gabriel Medina (1º) em uma melhor de três baterias

Palco: Praia Militar

A região já foi chamada de “Casa Branca Ocidental” no governo Nixon na década de 60. Até então, a maior base dos Fuzileiros Navais “fechava” 32 km de praias na costa oeste. Em 1971, já com uma casa na região, o presidente americano definiu que parte dessa base militar viraria uma praia pública.

A liberação foi um acontecimento entre os surfistas que ganharam de presente uma extensa onda a direita que sempre sai do mesmo lugar e com uma consistência de ondulações que conseguem prever - com exatidão - dias de bom surfe com até uma semana de antecedência.

Os favoritos

O Brasil é o único país que começa com 60% de chances de título. Afinal, os três primeiros colocados do ranking masculino são brasileiros. E é possível dividir o favoritismo entre eles com as características próprias.

Filipe Toledo

HISTÓRICO. Essa palavra resume a vitória brasileira com Filipe Toledo em 2017. Mas os bons resultados conquistados na praia de San Clemente se transformaram em rotina pro paulista de Ubatuba a partir que a praia virou sua casa. A mudança pra cidade ao sul de Los Angeles fez bem pro 77 e agora pode ser o diferencial por um título inédito.

Italo Ferreira

MOMENTO de Italo Ferreira reluz a ouro. Apesar de não chegar nem mesmo nas semifinais na última etapa (Corona Open Mexico), a conquista recente de um ouro olímpico inédito garantem seu favoritismo. A dobradinha de títulos no surfe mundial garantiria no hall dos ícones da modalidade.

Gabriel Medina

Na MÉDIA dos setes pódios das baterias do ano, Gabriel Medina esteve presente em cinco. Com 12 mil pontos do vice-líder, o paulista de Maresias sequer precisaria entrar na água em Trestles se a última etapa tivesse a contagem de pontos. No ano mais vitorioso do lycra amarela número 10, é possível que ele também fique com o título dessa vez.

As favoritas

A última década foi dividida entre elas: Carissa Moore (HAV) e Stephanie Gilmore (AUS) com 4 títulos mundiais pra cada.

Stephanie Gilmore

No total, a australiana já venceu sete vezes o mundial, está com 33 anos e sede de mais. Mostra disso é a vitória na última etapa com direito a vitória sobre Carissa Moore.

Carissa Moore

Que ano para Carrisa. Em 2020, a havaiana tinha se retirado do circuito para um ano sabático, mas visando Tóquio 2020. O pedido não se cumpriu por conta da pandemia, mas a medalha veio, pra coroar um ano em que o seu pior resultado foi parar três vezes na semifinal (3º lugar na etapa).

Tatiana Weston-Webb

Correndo por fora está uma brasileira. Tati Weston-Webb venceu Carissa em um semifinal (Narrabeen) e sua vitória na temporada se deu com vitória contra Stephanie Gilmore (Margaret River).

Na briga entre duas lendas do surfe feminino, há espaço para Tati, uma vez que a 2ª colocação no ranking a deixa em uma condição confortável. Descansada, ela enfrentará surfistas que já passarão, pelo menos, em uma bateria decisiva.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos