Brasil x Chile foi um abismo perto de Itália x Bélgica

·1 minuto de leitura
Paquetá comemora o gol do Brasil na vitória sobre o Chile. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Paquetá comemora o gol do Brasil na vitória sobre o Chile. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Comentei Itália 2x1 Bélgica pelas quartas-de-final da Eurocopa. Um jogo de muitas alternativas, intensidade gigantesca e bem disputado em todos os momentos. A Itália foi mais competitiva contra o talento belga. 

Depois, acompanhei Brasil 1x0 Chile. Óbvio que a comparação foi inevitável. A diferença dos europeus para os sul-americanos é grande, neste momento. Claro que numa Copa do Mundo, a pegada é outra e novidades sempre aparecem. 

No entanto, hoje a realidade é diferente. A Seleção Brasileira tem números excelentes com Tite, mas ainda é dúvida em confrontos mais fortes. Teve dificuldades contra o Chile, quando tinha 11 jogadores, e isso aumentou com um a menos, depois da expulsão de Gabriel Jesus. A letargia brasileira contrastou com a explosão europeia. Nisso, o Brasil ainda precisa ser testado. 

O esquema de Tite com dois médios e quatro homens de frente, com Neymar solto, pode funcionar na América do Sul. A dependência de Neymar parece crescer, com este padrão. Acho difícil Tite escalar seu time assim em duelos de Mundiais. Ontem, só melhorou com a entrada de Lucas Paquetá, autor do gol

O Brasil deve ganhar do Peru e enfrentar a Argentina, provavelmente, na final da Copa América. Na primeira fase, Tite poderia ter feito mais testes, mas preferiu manter o conservadorismo e a previsibilidade da equipe. 

A questão que será repetida até a Copa do Mundo é a seguinte: o Brasil tem jogo hoje para bater de frente com os europeus? Resposta em 2022.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos