Brasil dança com alegria e não com desrespeito, diz Vinícius Jr.

Vinícius Jr. dança com colegas da seleção brasileira para comemora gol na goleada de 4 x 1 sobre a Coreia do Sul

Por Fernando Kallas

DOHA (Reuters) - O ponta da seleção brasileira Vinícius Jr. disse nesta quarta-feira que não vai parar de dançar para comemorar gols na Copa do Mundo, pois essa é uma expressão de felicidade que faz parte da cultura do país.

O Brasil goleou a Coreia do Sul por 4 x 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo na segunda-feira, mas não foi apenas a aula de futebol da seleção em campo que chamou a atenção.

As comemorações com danças dos brasileiros enquanto os gols saíam geraram críticas de alguns comentaristas, como o ex-volante do Manchester United Roy Keane, que considerou "desrespeitoso", o que gerou uma discussão nas redes sociais.

"A galera gosta de reclamar quando vê o outro feliz, e o brasileiro é sempre muito feliz, então vamos sempre afetar bastante", disse Vinícius Jr. em entrevista coletiva.

"O gol é o momento mais importante do futebol, onde não só nós ficamos muito felizes, como agora na Copa um país inteiro fica. Temos muitas comemorações para fazer ainda. Que a gente siga fazendo muitos bailes e jogando bem para chegar até a final nesse ritmo", acrescentou.

"Que a gente possa seguir com a nossa alegria, porque tem muito mais gente por nós do que contra nós".

Até o sempre sério técnico Tite se juntou às comemorações, com uma imitação desajeitada da "dança do pombo" do atacante Richarlison.

Os jogadores do Brasil correram para o banco de reservas depois que o atacante do Tottenham abriu 3 x 0 para a seleção brasileira em 30 minutos de jogo, e Tite se juntou brevemente à dança.

"A gente tenta se adaptar às características do grupo dos atletas", disse o técnico, de 61 anos, quando questionado sobre sua dança em entrevista coletiva após a partida.

"Eles são bastante jovens, e eu tenho que me adaptar um pouco à linguagem deles. Eles têm a linguagem da dança".

Vinícius Jr. elogiou a liderança e habilidade de Tite como mentor e o impacto que o técnico da seleção teve em seu desenvolvimento como jogador, juntamente com o treinador do Real Madrid, Carlo Ancelotti.

O ponta de 22 anos se tornou uma peça-chave da seleção brasileira, que busca o sexto título mundial inédito, após uma temporada brilhante com o Real Madrid.

Ele marcou o gol da vitória do gigante espanhol na final da Liga dos Campeões contra o Liverpool na última temporada e terminou em oitavo na votação do prêmio Bola de Ouro, no mês passado.

"Sempre procuro evoluir, não só aqui, como no clube, onde tenho mais tempo", disse Vinícius.

"O Ancelotti me ajuda bastante. Junto com o Tite, e eles são muito parecidos, se falam bastante, tenho aprendido muito na seleção também. Sempre que eu tenho algo para melhorar, eu foco 100% em melhorar o mais rápido possível", afirmou.

"No futebol, ainda mais no de alto nível, não tem tempo para se lamentar, tem que evoluir, aprender."

O Brasil enfrentará a Croácia na sexta-feira pelas quartas de final da Copa do Mundo.