Brasil 100%? - 2 x 1 Colômbia

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Brazil's Casemiro (R) celebrates with teamamte Marquinhos after scoring against Colombia during the Conmebol Copa America 2021 football tournament group phase match, at the Nilton Santos Stadium in Rio de Janeiro, Brazil, on June 23, 2021. (Photo by CARL DE SOUZA / AFP) (Photo by CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images)
Casemiro e Marquinhos comemoram o gol da vitória contra o Colômbia (CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images)

O Brasil segue 100% na Copa América. Segue 100% em 2021. Só levou o primeiro gol na temporada de Diaz, um golaço de voleio depois de cruzamento da esquerda que encobriu Danilo. A única chance de uma Colômbia que, como o time de Tite, tem ótimas opções em boa quantidade. Mas segue sem jogar o que pode.

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A diferença é que mesmo ainda longe do patamar desejável em desempenho, fica muito difícil cobrar mais do Brasil. Ainda mais em gramado tão ruim como o do Nilton Santos. Ainda mais pelos resultados contra equipes que não estão bem. Ou não são boas. E estão muito longe de um Brasil consistente e competente. Com variantes táticas. Boas ideias (o 4-4-2 do jeito que está é uma delas). Mas com prática distante do que é possível.

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Fred tem melhorado ao lado de Casemiro. Seu jogo tem sido mais vertical e tem mantido o desempenho sem a bola. Everton Ribeiro fez partida pálida como todo o Brasil na primeira etapa. Richarlison aberto pela esquerda pouco fez, cortando por dentro, e abrindo corredor não explorado por Alex Sandro. Jesus quase nada fez como centroavante, e pouco acrescentou à direita. Gabigol demorou para entrar (de novo).

Neymar quis jogo. Apanhou demais. Provocou demais. E segue sendo o único realmente desequilibrante em um time que voltou a ser burocrático.

Para deixar claro: Tite seria o treinador do meu Brasil em 2003. Teria sido o meu substituto de Felipão em 2014. Chegou tarde à CBF em 2016. Segue sendo o meu técnico para 2022.

Mas como todo treinador, pode e deve ser questionado. Da convocação à escalação. Das escolhas e das trocas.

Mesmo quando elas dão certo. Como o gol de empate, que nasceu de Paquetá para Lodi colocar sua quinta assistência em 11 jogos na cabeça de Firmino, com generosa colaboração de Ospina.

Como o gol da virada mais emocionante do que a partida chocha, aos 54 minutos, com Casemiro aproveitando-se de mais uma falha colombiana em bolas cruzadas, e da sua ótima capacidade para definir no jogo aéreo.

Vitória justa. Curta como o esperado. Mas com apenas 3 chances criadas. O que vai ser sempre pouco.

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