O 10 x 10 - Brasil 1 x 0 Chile

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Brasil 1 x 0 Chile FOTO CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images

O Chile não fez uma grande Copa América. Não faz uma grande campanha nas eliminatórias para 2022. Mas tinha o retorno de Alexis Sánchez no ataque. Escalou sete dos 10 jogadores que mais atuaram na história da seleção chilena. O ataque tinha os dois maiores (não melhores) goleadores da história do Chile. Time que merece respeito. Que parecia não ter contra a seleção favorita jogando no Rio de Janeiro no gramado ainda muito ruim do Nilton Santos.

O Chile veio para o jogo querendo atacar, ainda que com um 3-5-2 que mais era mesmo um 5-3-2. Chegou a ter 60% da bola em mais um fraco e chocho tempo da Copa América de mesmo interesse. Chegou mesmo só uma vez para ótima intervenção de Ederson, quase traído pelo gramado mais irregular que os times do Brasil no BR-21.

A Seleção foi acuada e saiu muito lentamente para um inusitado contragolpe. Teve três chances na primeira etapa. Duas delas armadas por Neymar em posição mais adiantada que a usual. Com Firmino como meia-atacante um tanto mais atrás (inclusive sem a bola que mal jogou mais uma vez), Neymar foi um falso 9 falso. O que era um 4-2-4 foi mais um 4-2-3-1. E rendeu mais mesmo quando Neymar pegou na bola.

Como ele armou com Paquetá (que substituiu Firmino que não se firma) o gol brasileiro, a 1 do segundo tempo. Lindo toque do incansável Casemiro deu no gol do meia-atacante do Lyon e da Seleção, em linda tabela com Neymar. Em ambas equipes jogando bem. Quase nunca sendo reconhecido o Paquetá.

O que seria alívio virou aperto com a entrada infeliz e desnecessária e violenta de Gabriel Jesus aos 3. Vermelho direto. O primeiro da Era Tite. A segunda expulsão de Gabriel Jesus pelo Brasil. De tanto querer ou tentar marcar, até Jesus se excedeu pela ponta-direita, e numa zona morta e sem o perigo que entrada dele causou em Mena.

(Se fosse um dos tantos jogadores marcados pelas entradas duras e/ou violentas, Jesus poderia expiar como Felipe Melo na Copa-10.

Mas são nomes distintos. Por isso o tom da crítica é variável.)

Crítica que não perdoa o Brasil de Tite. Mesmo com enormes resultados em mais um ciclo vitorioso. A Seleção soube se proteger no 4-4-1 de linhas muito próximas. O Chile só chegaria mais duas vezes. A Seleção ainda criou ao menos uma chance, com o esforço de Richarlison (quem mais se antecipou em interceptações de bola) e Neymar.

Talento puro. E com toda a vontade de ser o cara. E com notável desempenho físico até o final da justa vitória brasileira. Ainda mais favorito na semifinal contra o Peru.

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