Brasil busca o 100º ouro e quer se manter no top 10 nas Paralimpíadas. Veja curiosidades e onde assistir

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Em ascensão a cada ciclo, o Brasil inicia os Jogos Paralímpicos de Tóquio com o objetivo de se manter entre os melhores do mundo. O evento terá início nesta terça-feira e vai até próximo dia 5 de setembro. A cerimônia de abertura, que será realizada no Estádio Nacional do Japão, às 8h (horário de Brasília), terá transmissão ao vivo dos canais SporTV2 e TV Brasil.

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) estabeleceu como meta manter-se entre as dez principais potências do planeta. O objetivo para Tóquio 2020 é ficar no top 10 no quadro geral de medalhas. E ainda há um objetivo especial à vista: o Brasil já conquistou 87 medalhas douradas na historia dos Jogos, restando 13 para o feito histórico de 100 ouros paralímpicos.

> Com Romário capitão, Seleção Brasileira de goalball estreia em Tóquio <

Nos Jogos do Rio 2016, o país conquistou 72 medalhas no total: 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze, sendo o maior número de láureas já conquistadas pelos brasileiros em uma edição dos Jogos. O quadro de medalhas, que leva em conta o número de ouros, teve no top 3 a China (1º, com 107), Grã-Bretanha (2º, com 64) e Ucrânia (3º, com 41).

< Alana Maldonado sonha com o ouro no judô >

O caminho para se equiparar às principais potências ainda é longo, mas a combinação de políticas públicas que incentivam a entrada de pessoas com deficiência no esporte de alto rendimento com a criação de um Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, são alguns dos fatores que ajudam a explicar o sucesso do Brasil nos últimos anos.

Veja abaixo curiosidades e fique por dentro de como acompanhar o evento.

COMO ACOMPANHAR
Os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 contarão com a transmissão ao vivo dos canais SporTV. Na TV aberta, a TV Brasil é a emissora oficial dos Jogos. A Agência Brasil, a Rádio Nacional e as redes sociais da EBC também reforçam a cobertura do evento esportivo. Já a TV Globo deve exibir a semifinal e a final do futebol de cinco, na hipótese (muito provável) de participação do Brasil. As redes sociais e o site do CPB também vão dar ampla cobertura à participação dos atletas brasileiros nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

DELEGAÇÃO RECORDE NO EXTERIOR
A delegação brasileira será composta por 259 atletas (incluindo atletas-guia, calheiros, goleiros e timoneiro), além de comissão técnica, médica e administrativa, totalizando 435 pessoas. Jamais uma missão brasileira em Jogos Paralímpicos no exterior teve tamanha proporção. Na última edição fora do Brasil, em Londres 2012, o Brasil compareceu com 178 atletas, até então a maior. O número para a capital japonesa só é superado pela participação nos Jogos Rio 2016, já que o Brasil garantiu vagas em todas as modalidades por ser país-sede e contou 286 atletas no total, ficando em oitavo lugar no ranking de medalhas.

PRESENÇA FEMININA AUMENTA
A delegação brasileira paralímpica será composta por 163 atletas homens e 96 atletas mulheres, o que significa uma representatividade de cerca de 37% feminina entre o total da delegação brasileira paralímpica que está no Japão. O aumento da participação das atletas em todas as modalidades paralímpicas é um dos pilares do planejamento estratégico 2017-2024 do CPB. A meta para os próximos anos é ocupar todas as vagas femininas que houver na delegação brasileira para a disputa dos Jogos. Para Tóquio 2020, a marca não foi possível porque o basquete feminino não se classificou.

OS ESPORTES
Atletas paralímpicos brasileiros estarão nas disputas de 20 das 22 modalidades do programa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, são elas: atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, parabadminton, parataekwondo, remo, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, tiro esportivo e vôlei sentado. O Brasil só não possui participantes no basquete em cadeira de rodas e no rúgbi em cadeira de rodas.

ATLETISMO, A GRANDE ESPERANÇA
A modalidade com o maior número de atletas será o atletismo, com 65 representantes e 19 atletas-guia. Na última edição do Mundial da modalidade, em Dubai 2019, o Brasil alcançou o inédito e histórico segundo lugar no quadro geral de medalhas, atrás somente da China.

A PREPARAÇÃO
A preparação dos atletas paralímpicos durante a pandemia foi realizada em formato de bolha no Centro de Treinamento Paralímpico desde o dia 7 de julho de 2020, quando houve a reabertura parcial do local após aprovação da prefeitura de São Paulo. O CT Paralímpico foi o espaço no qual a maioria das seleções brasileiras realizou sua preparação, obedecendo a rígidos protocolos de saúde e segurança. Em maio de 2021, o Brasil recebeu a doação do COI (Comitê Olímpico Internacional) de vacinas da Pfizer e da Coronavac para aplicação em atletas, comissão técnica, estafe, e demais membros da delegação brasileira que seguiria para Tóquio a partir de 5 de agosto.

VAI TER BÔNUS POR MEDALHA!
Os medalhistas de ouro em provas individuais receberão R$ 160 mil por medalha, enquanto a prata renderá R$ 64 mil cada e o bronze, R$ 32 mil. O título paralímpico em modalidades coletivas, por equipes, revezamentos e em pares (bocha), valerá um prêmio de R$ 80 mil por atleta. Já prata, neste caso, será bonificada com R$ 32 mil e o bronze, com R$ 16 mil. Demais integrantes das disputas, atletas-guia, calheiros, pilotos e timoneiro, vão receber 20% da maior medalha conquistada por seu atleta e 10% a cada pódio a mais do valor da medalha seguinte.

MEDALHAS NA HISTÓRIA
O Brasil já conquistou 301 medalhas na história dos Jogos Paralímpicos. Ao todo, foram 87 de ouro, 112 de prata e 102 de bronze. O país está entre os 20 países que mais medalharam em toda a história dos Jogos Paralímpicos. Com as 301 medalhas no total, o país está na 19ª colocação do quadro de medalhas baseado na quantidade geral de pódios. Se for contabilizado o quadro de medalhas com base nas conquistas de ouro, como é feito em cada edição do evento para efeito de desempate, o Brasil ocupa o 23º posto mundial.

MAIOR ASTRO BRASILEIRO
Maior referência atual da natação brasileira paralímpica, Daniel Dias (classe S5) é o atleta com mais pódios na história do Brasil, com 24 medalhas em apenas três edições dos Jogos, sendo 14 de ouro, sete de prata e três de bronze. Apenas em Londres 2012, quando foi porta-bandeira da delegação, foram seis medalhas de ouro nas seis provas individuais disputadas, o que também fez o nadador ser o principal atleta do país com maior quantidade de "pódios dourados".

OS PORTA-BANDEIRAS
Os medalhistas paralímpicos Petrúcio Ferreira, do atletismo, e Evelyn Oliveira, da bocha, serão os porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Também participarão do desfile pela delegação brasileira a técnica da classe BC4 da bocha e staff da atleta Evelyn, Ana Carolina Alves, e o diretor técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Alberto Martins.

GOALBALL, A PRIMEIRA ATRAÇÃO
A Seleção Brasileira masculina de goalball estreia contra a Lituânia já na noite de terça-feira, 24, data da cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos. A natação, segunda modalidade com o maior número de representantes, estreia no primeiro dia oficial de competições do evento, com grandes nomes da natação nacional e mundial na piscina do Centro Aquático de Tóquio como o multimedalhista Daniel Dias (classe S5), Carol Santiago (S12) e Phelipe Rodrigues (S10).

Além dos 259 atletas convocados para representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, sendo 163 homens e 96 mulheres, o Brasil será representado por outros 174 profissionais atuantes em comissões técnica, médica e administrativa. São 11 médicos, sete preparadores físicos, nove oficiais administrativos, três psicólogos, 19 apoiadores, quatro enfermeiros, 23 fisioterapeutas, entre outros.

A FORÇA DE SÃO PAULO
Atletas de 22 estados e do Distrito Federal estarão em ação na capital japonesa. Atletas nascidos no estado de São Paulo são maioria, com 60 representantes. Os naturais do estado do Rio de Janeiro vêm em seguida, com 25. Não há representantes provenientes de Amapá, Sergipe, Roraima e Tocantins.

DEFICIENTES FÍSICOS SÃO A MAIORIA
Dos atletas paralímpicos convocados para os Jogos de Tóquio, a deficiência física é a mais presente, com uma representação de 72,9% entre o total dos participantes. Logo em seguida, com um quantitativo de 23,2%, estão os atletas com deficiência visual, enquanto os participantes com deficiência intelectual são 3,9% do total dos atletas.

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