Bottas: estratégia diferente de Hamilton em Ímola não foi injusta

Jonathan Noble
·3 minuto de leitura

Valtteri Bottas insiste que não há nada de injusto no fato da Mercedes permitir que Lewis Hamilton fizesse uma estratégia de parada diferente, permitindo a ultrapassagem pela liderança, que o deu a vitória no GP da Emilia Romagna de Fórmula 1.

O finlandês liderou a primeira fase da corrida em Ímola, mas parou em resposta ao movimento antecipado de Max Verstappen pela troca de pneus. Enquanto Bottas teve que se preocupar com Verstappen, Hamilton pediu para seguir na pista, fazendo um longo stint com os compostos médios.

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Esse stint e a diferença na estratégia deu a Hamilton a vantagem necessária para parar e seguir na frente de Bottas. E seus planos foram facilitados pelo breve período em que o safety car virtual esteve em ação, minimizando o tempo perdido em sua parada.

A permissão para que Hamilton seguisse uma estratégia diferente parece ser um contraste a decisões recentes, onde Bottas não teve a permissão para usar compostos diferentes em duelos contra o hexacampeão.

Mas Bottas é claro ao afirmar que, o que aconteceu em Ímola foi algo honesto, e que a equipe também deixou isso claro a ele que, na luta com Verstappen, os pilotos acabariam divergindo na estratégia.

Perguntado sobre o contraste entre Hamilton fazendo algo diferente e ele sendo forçado a seguir com os mesmos compostos de pneus, Bottas disse: "Eu diria que são cenários diferentes".

"Repassamos os planos na manhã da corrida e o que aconteceria se um de nós ficássemos sob pressão, e havia a possibilidade de perder posição para a Red Bull na parada. Para mim, foi óbvio que eu precisava reagir e se eu estivesse na situação de Lewis, teria feito o mesmo. Naquela posição eu teria estendido o stint para analisar as oportunidades".

"Para Lewis deu certo. E se fosse o contrário, teria dado certo para mim".

O ganho que Hamilton conseguiu foi amplificado pelos problemas que Bottas tinha com seu assoalho, afetado por um pedaço de asa de Vettel que foi preso. Apesar do SC virtual garantir que o hexacampeão voltasse na frente de Bottas e Verstappen, a Mercedes reconhece que, sem isso, tudo seria mais apertado.

Perguntado o quão próximo Hamilton voltaria se não fosse o SC virtual, o diretor de engenharia Andrew Shovlin disse: "Extremamente perto. Em alguns momentos, Lewis poderia ter uma vantagem de cerca de meio segundo".

"Mas o problema é que ele estaria voltando com pneus duros e eles já estariam com os deles aquecidos, e isso significa que ele teria uma volta de um a um segundo e meio mais alto. Apesar de parecer possível, não queríamos que ele voltasse em meio a uma luta entre Valtteri e Max estando com pneus frios".

"Obviamente a entrada do SC virtual tornou a situação mais fácil".

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