Botafogo x Macaé: a partida que evidenciou fraquezas e qualidades do clube de General Severiano

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Na noite do último domingo, o Botafogo goleou o Macaé por 4 a 0, no estádio Nilton Santos, em partida válida pela última rodada da Taça Guanabara. No entanto, apesar do resultado expressivo, o Alvinegro mostrou duas versões de si em campo: a do primeiro tempo que apresentou os pontos negativos da equipe; e a do segundo que apresentou os positivos.

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O bom desempenho do Glorioso pode ser explicada por mudanças no time titular, mais especificamente o retorno de Pedro Castro à equipe. O meio-campista sofreu uma subluxação na patela do joelho esquerdo contra o Bangu, na terceira rodada do Cariocão, e, desde então, desfalcou o Alvinegro.

Logo no primeiro tempo, o jogador mostrou porque é importante. Boa parte das chances criadas pelo Botafogo passaram por Pedro Castro. Polivalente, o camisa 33 também pode cumprir diversas funções dentro de campo. E isso explica porque um jogador que vinha atuando - até sofrer a lesão - mais atrás, conseguiu ser efetivo neste domingo como um camisa 10.

- Costumo dizer que sou um jogador do meio do campo, independente da função que o professor escolher me colocar na partida, tanto de primeiro volante, quanto de segundo. Posso jogar até mesmo mais avançado, eu vou dar o meu melhor, também tenho a característica de ajudar no ataque, fazer aquele área a área. Então, essas são as minhas características, mas, no meu último clube tinha atuado bastante de segundo volante e de terceiro homem do meio campo - disse Castro na apresentação.

Não à toa o Botafogo apresenta excelentes números quando o camisa 33 está em campo. Em quatro jogos com Pedro Castro, são 12 gols marcados e nenhum sofrido. Além disso, ele já marcou dois gols pelo Glorioso: todos de fora da área em que a bola encontra o ângulo do goleiro adversário.

Contudo, apesar do domínio na etapa final, o primeiro tempo do Botafogo mostrou um problema que vem sendo recorrente: falta qualidade na conclusão das jogadas criadas.

No primeiro tempo, o Botafogo teve pelo menos três chances claras dentro da área do Macaé, mas não conseguiu o gol. Após os desperdícios, o Alvinegro viu o rival querer esboçar uma reação. Não por acaso, o Macaé conseguiu ter mais posse de bola do que o Glorioso em determinado momento da partida.

Aqui, é válido ressaltar que o Macaé vive um terrível momento extracampo, e isso refletiu no desempenho da equipe no Campeonato Carioca: um empate, dez derrotas e nenhuma vitória. Assim, o time que já fragilizado não soube aproveitar o momento e levar perigo ao gol de Douglas Borges.

Contudo, contra equipes mais qualificadas, como Volta Redonda e Portuguesa, o cenário foi diferente. O Botafogo esteve na frente, teve chances para matar o jogo, mas não o fez. Como resultado, tomou o empate. No Campeonato Carioca de 2021, o clube de General Severiano tem apenas 30,8% de aproveitamento nas finalizações. Em números absolutos, a média é de nove finalizações para fora e quatro na direção da meta adversária.

O ponto é: o Botafogo encontrou um Macaé fragilizado, que não incomodou, que pouco chegou ao ataque e que conseguiu apenas dois chutes na direção de Douglas Borges. Assim, o Alvinegro teve tempo para fazer ajustes e, finalmente, matar o jogo. Contudo, no decorrer da temporada, não se pode contar com partidas como essa para vencer. É preciso trabalhar mais as finalizações para voltar a vencer duelos que, hoje, ainda terminam empatados.

- A vitória é muito importante pelo momento. A gente vinha de uma sequência de empates. A gente até, durante o período do Campeonato Carioca e até da própria Copa do Brasil, teve apenas duas derrotas, mas empatamos demais. Houve jogos em que tivemos condição de vencer. Então, isso acaba trazendo um desgaste para todos, não só para o treinador, mas para os atletas também - disse Chamusca na coletiva.