Botafogo volta a condenar atitude do Athletico em caso envolvendo atleta da base alvinegra

Sergio Santana
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Bernardo Valim [de costas] em ação (Foto: Wanderson Gomes)
Bernardo Valim [de costas] em ação (Foto: Wanderson Gomes)


A 'briga' entre Botafogo e Athletico Paranaense envolvendo Bernardo Valim, jogador de 13 anos, continua. Na última terça-feira, o Alvinegro lançou uma nota oficial afirmando que o clube paranaense havia aliciado o jogador e sua família, que fora convidada a conhecer as instalações do clube em Coritiba. O CAP respondeu, dizendo que o jogador não havia nenhum registro legal junto ao time da Estrela Solitária.

Atualmente, apenas com um certificado de clube-formador e o atleta tendo 14 anos ou mais e bolsa de formação garantem proteção jurídica e indenizatória ao clube.

O Botafogo tem o certificado de clube formador desde setembro de 2015.
Bernardo Valim recebia bolsa auxilio - cerca de R$ 500 por mês - e poderia assinar um contrato de bolsa de formação com o Alvinegro - a partir do próximo dia 20 de janeiro, data que o jogador completa 14 anos, idade mínima permitida por lei para a assinatura de um vínculo dessa magnitude.

Sobre a parte dos registros, os jogadores de 12 e 13 anos são registrados na CBF por temporada, já que os nomes dos atletas desta faixa etária somem ao final de cada ano. Portanto, os vínculos na CBF devem ser renovados no começo de cada ano. Como o portal da confederação voltou a funcionar apenas na última segunda-feira, dia 6 de janeiro, ainda não houve tempo hábil para o registro desses jogadores.

De acordo com as normas da CBF, o registro não dá direito a indenização em transferência nacional nessa faixa etária. Além disto, um atleta dessa idade pode deixar o clube mediante uma solicitação. Caso esta não for concedida pelos clubes, a família do atleta consegue uma liberação, sem dificuldade, em poucos dias, por meio da Justiça.









Veja a nova nota divulgada pelo Botafogo:

"O BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS vem mais uma vez lamentar a postura do CLUB ATHLETICO PARANENSE, que promoveu o aliciamento de um jovem atleta de nossas categorias de Base, afrontando o código de ética constituído pelo Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro.

Ao contrário do que sugeriu o ATHLETICO por meio de nota oficial, as questões legais não estão no centro da celeuma, eis que o arcabouço jurídico atual é insuficiente para que clubes formadores possam evitar práticas predatórias como a do presente caso.

O cerne da questão envolvendo a postura do ATHLETICO é de relevância suprema e o principal pilar da criação do Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro: a ética nas relações e condutas nas categorias de Base.

O BOTAFOGO seguirá lutando pela salvaguarda da ética e do respeito nas relações entre os Clubes, em conjunto com os demais valores do Movimento, evitando o retrocesso advindo de antigas e nocivas práticas no Futebol do Brasil.

Botafogo de Futebol e Regatas"










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