Botafogo vence atual campeão em Medellín, mantém 100% e quebra jejum

O Botafogo venceu o atual campeão Atlético Nacional por 2 a 0, nesta quinta-feira em Medellín , e manteve 100% de aproveitamento no Grupo 1 da Libertadores.

A equipe conseguiu quebrar a marca de 17 jogos oficiais sem vencer fora do Brasil. Até o duelo contra o atual campeão da Libertadores, a última vitória do alvinegro tinha sido contra o Caracas da Venezuela, em 1993.

Em duas jogadas de contra ataque, Camilo abriu o placar aos 38 minutos do primeiro tempo e Guilherme fechou a conta nos acréscimos da segunda etapa, aos 47 minutos.

Um dos pontos altos do time é a jogada pelo alto e na Colômbia o time de Jair Ventura explorou sua maior força para iniciar a vitória. Em 2017, o Botafogo marcou 29 gols, 16 no jogo aéreo.

Enquanto isso, o Atlético Nacional não conseguiu melhorar os resultados nas competições internacionais. É a terceira derrota da equipe este ano em competições sul-americanas. Dentro da Colômbia, o time reina soberano.

- Camilo quebra jejum -

Antes da bola rolar, o clima era de cordialidade entre as duas equipes. Os colombianos se aproximaram dos brasileiros, depois da tragédia que acometeu o time da Chapecoense, em novembro de 2016. O avião que levava a equipe para a final da Copa Sul-americana caiu próximo à cidade de Medellín, matando 71 pessoas.

Dentro de campo, via-se um Nacional diferente da equipe destaque de 2016, mas o estilo permanecia o mesmo: intensidade de jogo, posse de bola e mentalidade vencedora. Tudo isso sob o comando do treinador Reinaldo Rueda, no comando da equipe desde 2015.

Mas o início do jogo foi muito truncado, com muita gente povoando o meio campo e as equipes encontrando dificuldades para abrir as jogadas na lateral. O Fogão marcava bem, mas não conseguia encaixar os contra-ataques.

Passada a tensão dos 15 minutos iniciais, o Botafogo acalmou os ânimos e começou a segurar mais a bola no campo de ataque, mas o domínio ainda era dos colombianos.

A primeira jogada de perigo só veio aos 23 minutos. Em cruzamento rasteiro pela direita, a defesa do Botafogo cortou mal e Dayro Moreno bateu cruzado. A bola desviou em Carli e salvou o goleiro paraguaio Gatito Fernández.

Já o alvinegro chegou com perigo pela primeira vez aos 33 minutos. Camilo recebeu pela esquerda e bateu cruzado, mas Armani saiu bem e defendeu no chão.

Quando o primeiro contra-ataque carioca encaixou, Camilo conseguiu furar o bloqueio e marcar de cabeça, aos 38 minutos do primeiro tempo. João Paulo recebeu na direita e cruzou com perfeição para o camisa 10 estufar a rede. O meia não marcava há sete meses e quebrou jejum de gols.

- A espera de um contra-ataque -

No segundo tempo, o Atlético começou pressionando para tentar buscar o empate. O Botafogo manteve a pegada na marcação e recuou um pouco mais o time para esperar um segundo contra-ataque.

Jair Ventura recuou demais o time, que marcava compacto mas deixava muito campo para o anfitrião pensar nas jogadas. A equipe abdicava de ter a posse de bola, diferentemente do primeiro tempo, o que chamou o Nacional para o jogo.

Com o cansaço, os espaços começaram a aparecer e aos 25 minutos o Atlético quase empatou pela direita. Bocanegra dominou a bola driblando Victor Luis, mas na hora da conclusão mandou por cima do gol.

O domínio dos colombianos era absoluto: posse de bola na casa dos 60%, 10 escanteios contra zero, 12 chutes a gol contra apenas zero. Faltou eficiência.

Enfim, a jogada tão esperada em toda segunda etapa apareceu. Guilherme matou o jogo já nos acréscimos, aos 47 minutos, depois de puxar contra-golpe, driblar o zagueiro e bater no canto, de fora da área.

Com o resultado, os cariocas chegaram aos 6 pontos e dividem a liderança com o Barcelona de Guayaquil, próximo adversário dia 20 de abril, no Equador. Um dia antes, o Atlético Nacional viaja até a Argentina para jogar contra o Estudiantes. As duas equipes ainda não somaram pontos no Grupo 1.