Botafogo se despede de 2021 com retorno ao Brasileirão e esperança por dias melhores

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Botafogo foi o campeão da Série B (Foto: Vítor Silva/Botafogo)


Da total decepção à esperança que as coisas podem melhorar. Assim pode ser definido o 2021 do Botafogo, que iniciou o ano sendo rebaixado com um dos piores times de sua história, mas termina com o título da Série B, o retorno ao Brasileirão e um pré-contrato assinado pela compra da SAF junto ao americano John Textor.

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O ano começou com estado de terra arrasada. Algo que vinha se desenhando desde 2020 mas foi adiado pela pandemia da Covid-19, o rebaixado foi confirmado em uma derrota para o Sport no dia 5 de fevereiro, na 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Vencedor das eleições que haviam acontecido meses antes, Durcesio Mello tomou posto como presidente do Alvinegro em janeiro e tinha um longo trabalho pela frente. O profissionalismo e o corte de gastos foram as bandeiras levantadas pelo mandatário.

Apesar de um começo complicado - eliminações precoces no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil -, o Botafogo deu a volta por cima e foi campeão da Série B, garantindo o retorno na elite do Campeonato Brasileiro em 2022. Dentro de campo, as coisas terminaram certo. O desafio, agora, é encontrar reforços para encarar a próxima temporada.

Fora das quatro linhas, o Alvinegro teve uma temporada baseada no corte de gastos e mudança de postura quanto aos contratos. O clube foi liderado pelo CEO Jorge Braga neste sentido - foi, inclusive, a primeira vez na história que o Alvinegro teve uma pessoa nesta função.

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Entre renegociações de contratos dos estabelecimentos do clube, lojas oficiais e corte de gastos, o Alvinegro também conseguiu a renegociação de dívidas. Mais recentemente, uma ação que permitiu a parcela de R$ 175 milhões em débitos tributários. Antes, o clube já tinha um acordo para depositar 20% da renda mensal, destinada para o pagamento de dívidas cíveis aos credores.

O ano, claro, terminou com presente de Natal pra lá de especial: o pré-contrato da SAF assinado por John Textor, da Eagle Holding. O americano é o investidor no projeto que vai profissionalizar o departamento de futebol do Botafogo. O processo, em período de transição, deve levar até 120 dias para ser fechado.

O Botafogo não mudou da água para o vinho do nada. Está longe disso, aliás. Ainda convive com problemas e dificuldades financeiros, mas, em muito tempo, faz questão de olhar para obstáculos e buscar soluções. Com a SAF e a chegada de John Textor, a tendência é que processos sejam acelerados em 2022, mas isso apenas o tempo poderá mostrar. O ano termina com esperança.

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