Botafogo S/A entra na segunda fase de discussões com interesse de fundos árabe e americano

Sergio Santana
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Outrora máxima esperança para a reestruturação do Botafogo, o projeto para a profissionalização do departamento de futebol do Alvinegro permanece em negociações. Com o registro e CNPJ aprovados, a Botafogo S/A entrou na segunda fase de negociações e debates com os fundos interessados. O projeto atual é liderado por Gustavo Magalhães.

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O primeiro projeto, encabeçado por Laércio Paiva, foi por água abaixo no ano passado por falta de dinheiro para negociar as dívidas a curto prazo com os credores do clube de General Severiano. Desde então, o "Plano B" começou a ser executado e vem avançando.

- Estou fora desse processo da rotina de negociações, apresentações e discussões jurídicas. Eu sei o que está acontecendo, falo com o Gustavo, quem está capitaneando a S/A, praticamente todo dia. Estamos na segunda rodada de discussões, com um fundo ele já está na terceira rodada de discussões. Está andando, foi aprovado o registro da empresa, já temos o CNPJ, essas etapas já foram completadas, agora é tudo negociação - explicou Durcesio Mello, presidente do Botafogo, em entrevista exclusiva ao LANCE!.

Uma das principais diferenças do projeto atual para o antigo é a abertura para o capital estrangeiro. Fundos de qualquer lugar do mundo podem aparecer e, se interessados, investir na S/A. Durcesio, inclusive, explicou que quatro linhas estão em negociações com o clube de General Severiano.

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- Tem um fundo nacional e o resto estrangeiro. Tem um árabe, um europeu e um americano. A divisão será 51%, os outros 49% serão abertos para quem quiser investir, seja qual for o seu time. Vai ser um negócio bom, eu mesmo pretendo investir se tiver a chance. Pode ser que um dos fundos adquira 100% da S/A, também não está descartado, mas essa é a tendência - completou ao L!.

A profissionalização do departamento de futebol é vista como uma das possibilidades para ajudar na situação financeira do Botafogo. Após o fracasso do primeiro projeto, contudo, os dirigentes não colocam todas as esperanças no possível advento da S/A, trabalhando em outras frentes.