Botafogo bate o Fla com Gatito gigante, estampando a crise no rival

Cuesta chuta a bola contra Gabigol. Foto: Mateus Bonomi/AGIF (Mateus Bonomi/AGIF)

Flamengo e Botafogo fizeram um jogo interessante, do ponto de vista técnico, com a vitória botafoguense por 1 a 0, em Brasília. Desde o início, o Fla foi melhor com Arrascaeta e Éverton Ribeiro conduzindo as ações e Bruno Henrique e Gabigol sempre perigosos nos lances ofensivos. O gol anulado de Gabigol foi um dos exemplos do ataque rubro-negro, superior à defesa adversária. Gatito foi destaque em todo o confronto.

Apesar de muitos criticarem o Flamengo por um padrão de jogo indefinido, não foi isso que vimos no Mané Garrincha. Equipe bem postada e ganhando o meio-campo em praticamente todas as ações.

No segundo tempo, o Botafogo voltou melhor e mais ajustado, abrindo o placar com Erison, em falha de Hugo. O gol fez muito bem ao clássico, deixando o confronto aberto e com ambição dos dois lados. O Botafogo deu a bola para o Fla e viu Gatito ser o antagonista com defesas muito boas. Nos contra-ataques, sempre levou perigo com a exposição defensiva flamenguista.

Claro que há um muro que separa a transição da SAF para o futebol do Botafogo. O dinheiro dos investidores chegou, mas os reforços não corresponderam ao que foi gasto, até o momento. Óbvio que é o início do trabalho de Luís Castro, com um elenco montado em meio ao campeonato. No entanto, o nível apresentado é baixo, ainda que tudo esteja no começo do novo projeto. John Textor tem razão pela prioridade de permanecer na Série A, com voos maiores para 2023. A diferença técnica entre Fla e Botafogo foi gritante, mesmo com o mérito dos três pontos alvi-negros.

O Botafogo pulou para oito pontos em 15 disputados e deixou uma crise estampada no rival. O Fla segue com cinco pontos, como a maior decepção deste início de Série A. Se o Botafogo poderá se contentar em buscar apenas 50 pontos, no Flamengo, qualquer outra coisa que não seja o G4, será um fracasso.

O blog quer ver se a diretoria vai manter o trabalho de Paulo Sousa ou moê-lo como fez com outros treinadores. Afinal, convicção não é o forte destes dirigentes.

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