Juve segura Barça no Camp Nou e vai às semifinais da Liga dos Campeões

Barcelona, 19 abr (EFE).- Presente nas quartas de final da Liga dos Campeões depois de uma virada histórica na eliminatória contra o Paris Saint-Germain, o Barcelona tentou repetir o feito nesta quarta-feira diante da Juventus, mas, depois de ter perdido por 3 a 0 em Turim, foi eliminado com um empate em 0 a 0 no Camp Nou.

Contra o PSG, o Barça obteve uma goleada por 6 a 1 em casa após ter perdido por 4 a 0 na França. Desta vez, porém, teve pela frente um time de mais tradição e menos nervoso, além de uma defesa bastante sólida.

Derrotada pela equipe catalã na final da 'Champions' em 2015, a Juve deu o troco e continua firme na caminhada em busca do terceiro título da principal competição interclubes da Europa. A 'Velha Senhora' espera agora o sorteio da próxima sexta-feira, que terá também Real Madrid, Atlético de Madrid e Monaco.

Com todos os principais jogadores do Barcelona à disposição, a dúvida era se Luis Enrique escalaria a equipe no 3-4-3 ou no 4-3-3. A segunda formação foi a escolhida, mas com uma novidade no miolo de zaga: Umtiti foi o parceiro de Piqué, e não Mascherano, que ficou no banco.

Uma peculiaridade do jogo foi a participação destacada dos brasileiros. Neymar se tornou a referência do Barça nos momentos de aperto, tendo sido mais procurado inclusive que Lionel Messi. Do outro lado, porém, apareceu Daniel Alves, que por muitos anos foi uma válvula de escape do ataque 'blaugrana' e nesta quarta teve grande atuação defensiva em sua volta ao Camp Nou, agora com a camisa 'bianconera'. Após o apito final, o atacante chorou bastante com a eliminação e foi consolado pelo amigo lateral.

Na Juve, Massimiliano Allegri também contou com força máxima e manteve o 4-2-3-1, com Mandzukic na ponta esquerda, como já vem acontecendo desde o ano passado. Mais uma vez, os laterais brasileiros Daniel Alves e Alex Sandro foram titulares.

Como era de se esperar, o Barça passava mais tempo no campo de ataque, mas, embora tivesse maior posse de bola, não conseguia criar muitas chances de gol. Aos 11 minutos do primeiro tempo, Neymar fez passe em elevação para Suárez, que tentou tocar de cabeça para Messi, mas a defesa cortou.

Fechada, a Juve procurava oportunidades para contra-atacar, e um surgiu aos 12. Higuaín tentou a inversão para Mandzukic, e a defesa bloqueou, mas a bola voltou para o centroavante argentino, que chutou por cima.

A melhor chance de toda a etapa inicial foi dos donos da casa, com Messi, aos 19 minutos. Alba tocou para Suárez, que errou o domínio, mas acabou dando um passe. Da marca do pênalti, o camisa 10 bateu rente à trave esquerda.

Ainda artilheiro desta 'Champions', com 11 gols, Messi então tentou resolver sozinho, aos 30, carregando pela esquerda e finalizando com força. A bola desviou na defesa, Buffon espalmou e o próprio craque argentino chutou para fora no rebote.

A 'Velha Senhora' voltou a assustar em um contragolpe aos 37 minutos, em lindo passe de Pjanic nas costas da defesa. Higuaín pegou de primeira e, apesar de ter tido certa dificuldade, Ter Stegen segurou.

O intervalo não esfriou a pentacampeã italiana em sua proposta de sair rápido para o ataque. Aos quatro minutos do segundo tempo, Dybala roubou na esquerda e deu para Higuaín, que acionou Cuadrado. Com espaço, o colombiano arrematou rasteiro cruzado rente à trave.

Neymar respondeu um minuto depois batendo de esquerda, mas também mandou pela linha de fundo. Em seguida, o brasileiro tabelou com Messi, que, de fora da área, encobriu o travessão.

Messi não estava com o pé "calibrado", mas suas tentativas se aproximavam cada vez mais da meta. Aos dez minutos, o capitão do Barça levou pelo meio, cortou para o pé esquerdo e concluiu a milímetros do poste direito.

O Barça ganhava metros e mais metros de campo, mas não chegava a assustar. Aos 20 minutos, quem, sim, fez a torcida 'bianconera' prender a respiração foi Buffon, que bateu roupa depois de cruzamento da esquerda. Para sorte de um dos melhores goleiros da história, Messi chutou para o alto na sobra.

Tentando ajudar na construção, o maior goleador desta Liga dos Campeões carregou com o braço e deu para Sergi Roberto, que cortou para o pé esquerdo e bateu em curva, tirando tinta da trave direita, aos 24.

A partida ganhou nuances interessantes na parte tática com o passar do tempo. Piqué se tornou mais um atacante nos 'blaugranas', enquanto Massimiliano Allegri mudou a 'Velha Senhora' para o 5-4-1 com a entrada de Barzagli em lugar de Dybala.

Na parte final do duelo, o Barcelona permaneceu por ainda mais tempo no setor ofensivo, mas as melhores chances foram da adversária. Aos 34 minutos, Cuadrado puxou o contragolpe e serviu Khedira, que poderia ter tocado para Mandzukic, mas optou pelo chute e desperdiçou o ataque. Em seguida, aos 40, Lemina, que substituíra Cuadrado, avançou pela ponta, driblou, mas finalizou muito fraco, à esquerda do alvo.


Ficha técnica:.

Barcelona: Ter Stegen; Sergi Roberto (Mascherano), Piqué, Umtiti e Alba; Busquets, Rakitic (Alcácer) e Iniesta; Messi, Neymar e Suárez. Técnico: Luis Enrique.

Juventus: Buffon; Daniel Alves, Bonucci, Chiellini e Alex Sandro; Khedira e Pjanic; Cuadrado (Lemina), Dybala (Barzagli) e Mandzukic; Higuaín (Asamoah). Técnico: Massimiliano Allegri.

Árbitro: Björn Kuipers (Holanda), auxiliado Sander van Roekel e Erwin Zeinstra.

Cartões amarelos: Iniesta e Neymar (Barcelona); Chiellini e Khedira (Juventus).

Estádio: Camp Nou, em Barcelona (Espanha). EFE