Bolsonaro minimiza covid-19 e pede fim do 'confinamento em massa'

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Na noite desta terça (24), o Presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) fez um pronunciamento em rede nacional afirmando que o coronavírus é uma “gripezinha” e pediu o fim do “confinamento em massa”.

“Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas?”, questionou Bolsonaro.

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Bolsonaro elogiou os veículos de imprensa que voltaram atrás e agora pedem calma e tranquilidade após causar sensação de “pânico” usando números de casos e mortes na Itália, “um país que tem um clima muito diferente do nosso e uma população muito idosa”.

Apesar de elogiar a imprensa, Bolsonaro não deixou de criticar a Globo e o Dr. Dráuzio Varella, usando falas do médico em um vídeo de janeiro que já tinham sido tiradas de contexto por Flávio Bolsonaro, Olavo de Carvalho e Ricardo Salles. O presidente não citou os nomes da emissora e do médico, mas deixou bem claro.

Sobre a possibilidade de ter contraído o coronavírus, Bolsonaro disse que não precisaria se preocupar “por causa do histórico de atleta”, mesmo estando no grupo de risco.

Este foi o terceiro pronunciamento de Bolsonaro em rede nacional sobre a crise da pandemia do novo coronavírus.

No primeiro pronunciamento, realizado no dia 6 de março, Bolsonaro afirmou que não havia motivo para "pânico" e que o momento era de união.

A segunda fala sobre o tema foi realizada na semana seguinte, no dia 12 de março. O presidente recomendou o adiamento de manifestações que estavam marcadas para o domingo seguinte, devido à recomendação para evitar aglomerações. O próprio Bolsonaro, contudo, acabou participando dos protestos.

* com informações d’O Globo

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