Bolsonaro perde seguidores após saída de Moro; tweets sobre "impeachment" crescem 140%

Yahoo Notícias
Presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Foto: EVARISTO SA / AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Foto: EVARISTO SA / AFP via Getty Images)

O pedido de demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública fez disparar a quantidade de menções ao "impeachment" de Jair Bolsonaro (sem partido) no Twitter. O número de seguidores do presidente, entretanto, caiu.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Levantamento divulgado pelo portal 'UOL' e produzido pela empresa AP Exata, que trabalha com análise da discussão política nas redes sociais, mostra que a discussão sobre um possível impeachment de Bolsonaro cresceu 140% na sexta-feira (24), em comparação com quinta.

Leia também

Foram analisados 412 mil tweets publicados de 145 cidades de todos os estados brasileiros. De acordo com Sergio Denicoli, diretor da empresa, o volume da discussão sobre o impedimento do presidente nunca foi tão grande e com outro tom.

"O impeachment apareceu pela primeira vez com mais força quando ocorreram os ataques contra a jornalista Patrícia Campos Mello [do jornal Folha de S.Paulo]. Mas eram pessoas protestando e mencionando o impeachment. Hoje foi colocado como uma alternativa plausível e como a saída da crise. Isso nunca aconteceu dessa forma. É sem dúvidas a maior crise do governo", avaliou.

Durante a discussão sobre a saída do ministro, 71% das menções a Bolsonaro foram negativas. Às 20h05 de sexta, "Moro" havia sido citado 2,41 milhões de vezes no Twitter. As principais tags negativas relacionadas ao presidente somaram outras 1,21 milhões de menções. Entre os assuntos mais comentados (os Trending Topics), apenas um era de apoio ao governo: "#FechadosComBolsonaro" havia sido citada 324 mil vezes.

Bolsonaro também perdeu seguidores após a saída de Moro. No Instagram, onde tem 16,49 milhões de seguidores, foram 52 mil a menos. No Facebook, com 10,44 milhões de fãs, 12 mil seguidores deixaram de curtir a página do presidente.

Leia também