Bolsonaro pede desculpas a jornalista e convida Doria para visitar região de SP

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Jair Bolsonaro durante transmissão no Facebook (Reprodução)
Jair Bolsonaro durante transmissão no Facebook (Reprodução)
  • Após dizer que repórter havia escrito uma reportagem falsa, presidente se desculpou publicamente com ela

  • Bolsonaro alfineta governador tucano e diz que políticos estão sujeitos a vaias

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) utilizou a sua transmissão semanal nesta quinta-feira (30) para se desculpar com a jornalista Bianca Santana, que ele havia acusado de escrever uma reportagem falsa durante a live que o presidente transmitiu em 28 de maio.

Na ocasião, Bolsonaro vinculou a jornalista a uma reportagem envolvendo uma propaganda de Fernando Haddad (PT) na campanha presidencial de 2018 e que foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

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Ele citou o nome da jornalista e chamou a reportagem que ela teria escrito de "fake news". Santana, por sua vez, afirmou nunca ter escrito material nesse sentido e criticou o presidente por fazer a acusação falsa publicamente, citando seu nome e sobrenome.

Nesta quinta, Bolsonaro, que costuma fazer muitas críticas a jornalistas e veículos de imprensa, reconheceu o erro logo ao iniciar a transmissão e diz que esses equívocos "acontecem". "Peço desculpas à jornalista Bianca Santana. Fiz referência a várias reportagens de fake news e uma eu falei que era dela. Não era dela, tinha o nome dela lá embaixo. Houve equívoco da minha parte."

"Minhas desculpas a Bianca Santana por esse equívoco nosso. Inclusive, já mandei retirar toda a live do ar. Da nossa parte, não tem problema se desculpar quando erra. Acontece. E jornalistas também erram bastante, porque muitas vezes a notícia chega com o jornal fechando."

Obras federais, visitas e convite a Doria

Na transmissão de hoje, Bolsonaro levou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e dedicou a maior parte da live a falar sobre os investimentos do governo federal em ferrovias e rodovias, além de comentar outros assuntos interligados. O presidente novamente criticou o número de radares nas estradas brasileiras e o que chamou de "excesso de multas" pelo país.

Ele quase não mencionou a pandemia do coronavírus, fazendo apenas uma defesa da hidroxicloroquina e do ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello.

Bolsonaro também voltou a citar a possibilidade de revogar o decreto que estabelece a Estação Ecológica de Tamoios e dos seus planos em transformar a costa de Angra dos Reis (RJ) em um grande complexo turístico. "Eu tenho uma oferta de 1 bilhão de dólares de fora do Brasil para investir ali. Custo zero para a gente", disse o presidente, pedindo ajuda do Congresso para aprovar uma legislação que revogue o decreto.

O presidente ainda citou suas visitas a municípios do Piauí e da Bahia, nesta quinta-feira, e citou sua viagem planejada à região do Vale do Ribeira, em São Paulo, onde viveu na infância. Ele disse que a visita pode ser adiada porque o governador paulista, João Doria (PSDB), deve considerar a área de risco por causa da pandemia do coronavírus.

Logo depois, o presidente convidou Doria, seu desafeto político, a fazer a visita ao seu lado, dizendo que políticos não podem devem temer o contato com a população. 

"Quero convidar João Doria a ir no meu helicóptero. Em todo lugar que eu for, o senhor faz uso da palavra, sem problema. Não tem problema político comigo não. Nós, políticos, estamos sujeitos a vaias, apupos, e até a levar um ovo. Como diria um ex-ministro, quem não quer receber isso da população que não se candidate. E fique em casa", alfinetou o presidente. "Prezado João Doria, o senhor está convidado a ir comigo aos locais", completou.

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