Bolsonaro pode nomear secretário do Ministério da Educação como interino

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Bolsonaro estuda nomear interino para MEC e mandar Weintraub para banco no exterior (Photo EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Bolsonaro estuda nomear interino para MEC e mandar Weintraub para banco no exterior (Photo EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O Palácio do Planalto discute a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro indicar um ministro interino para o Ministério da Educação. Enquanto isso, estuda cargos para realocar Abraham Weintraub, atual ministro.

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Uma das soluções ventiladas nos bastidores é de que o secretário-executivo da pasta, Antonio Paulo Vogel de Medeiros, assuma interinamente o cargo. A justificativa é de que ele segue a mesma linha do atual ministro. Servidor público, Vogel já era braço direito de Weintraub na Casa Civil, onde ocupavam o cargo de secretário-executivo e secretário-executivo adjunto no início do governo.

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Parlamentares do Centrão, no entanto, tentam indicar um nome para o cargo. O PP já comanda o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que tem um orçamento de R$ 54 bilhões para este ano, além de ter uma diretoria. O PL , por outro lado, indicou um diretor do órgão. Hoje o fundo tem grande preponderância no orçamento da pasta e até na formulação de políticas públicas.

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Portanto, se o Centrão conseguir o ministério, a expectativa é de que vá para PP, PL ou Republicanos.

No entanto, a pasta atualmente pertence à ala ideológica do governo, sob influência do escritor Olavo de Carvalho, e a perspectiva é de que a orientação continue, mesmo com a saída de Weintraub. Por isso, parlamentares estudam se vale a pena se envolver nessa briga.

O senador Esperidião Mim (PP-SC) declarou que Bolsonaro deve estar consultando o “fichário” da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), em referência às indicações de militares pelo presidente, e verificando a “cola na mão esquerda” ao analisar nomes de possíveis ex-colegas.

“Solucionar o problema”

Outra discussão atualmente no governo é como “solucionar o problema Weintraub”, como disse o próprio presidente.

Segundo fontes do Planalto, além da ideia de um posto no exterior, foram citados cargos em conselhos ou até diretoria de bancos. Uma das hipóteses é enviá-lo para uma instituição financeira na qual o Brasil tem representantes. Weintraub é economista e já foi diretor do Banco Votorantim.

A ideia de uma embaixada foi cogitada, mas senadores mandaram avisar que o nome do ministro não seria aprovado na Casa.

A demissão de Weintraub faz parte de uma trégua que está sendo construída por interlocutores de Jair Bolsonaro com os demais poderes. Em vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, o ministro da Educação chama os membros do Supremo Tribunal Federal (STF) de “vagabundos”.

“Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando pelo STF”, disse no encontro.

No fim de semana, a pressão aumentou, quando ele foi a uma manifestação de bolsonaristas em Brasília e disse que já havia manifestado a opinião do que fazer com os “bandidos”.

A ala ideológica do governo, principalmente os filho de Bolsonaro, são apoiadores incondicionais de Weintraub e buscam uma compensação ao ministro.

Weintraub é investigado no inquérito das fake news pelas declarações na reunião ministerial de 22 de abril.

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