Bolsonaro muda mais uma vez de ideia sobre a vacina chinesa e admite compra

Redação Notícias
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Brazil's President Jair Bolsonaro adjusts his mask during a ceremony about the extension of emergency aid to help the poor population affected by the COVID-19 pandemic, at the Planalto Presidential Palace, in Brasilia, Brazil, Tuesday, Sept. 1, 2020. (AP Photo/Eraldo Peres)
Bolsonaro muda mais uma vez de ideia sobre a vacina chinesa (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mudou novamente de ideia sobre a compra da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantã, em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

De acordo com o blog da jornalista Bela Megale, ministros e auxiliares do presidente afirmaram que, desde semana passada, Bolsonaro passou a admitir em conversas reservadas que o Ministério da Saúde vai comprar o imunizante caso seja o primeiro a ter eficácia atestada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No dia 30 de outubro, o vice-presidente Hamilton Mourão já havia contrariado Bolsonaro e afirmado, em entrevista à Veja, que o governo compraria a vacina desenvolvida na China. “Lógico que vai”, disse Mourão. Segundo ele, as declarações do presidente, que disse que não iria comprar o imunizante, se tratava de uma "briga política com o [João] Doria".

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O presidente, por sua vez, reprovou a entrevista de seu vice. Ao portal R7, Bolsonaro afirmou que “a caneta bic é minha”, ao ser questionado se o governo comprará ou não a vacina contra a Covid-19, dando a entender que Mourão não teria poder ou influência para opinar sobre a questão.

Pouco antes, há duas semanas, Bolsonaro também quis se mostrar no controle. Após o Ministério da Saúde anunciar que firmou um protocolo da intenções para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, o presidente desautorizou o ministro da pasta, Eduardo Pazuello, e afirmou que o imunizante “não será comprado” pelo governo brasileiro.

A CoronVac está sendo testada e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em parceria com a SinoVac. A instituição está esperando a liberação da Anvisa para a entrada de matéria prima para produção da imunização.